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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pré-Monição #081210



Emil Nolde
II Hay Meadow Wheat Field Light Sea Mood - 1900



Espejo en la mano derecha.

Ojos de Loba desdichada
Hasta siempre luminosa
Tu eres volcán blanco.

Silencio.
Silencio sin cenizas.

"Lava" que te haces canibal.
Canibal en su venganza.

Rojo, noche, hechicera.
Eres el volcán blanco
Canibal...

Que hambrienta me cenará.

sexta-feira, 4 de março de 2016

I can't leave you

...but my history is true and,
I will never... be the same again.   

sábado, 9 de janeiro de 2016

Go to Hell

Me arrenbendo contra a parede, bato em tudo, estrago tudo, destruo tudo, mancho e sujo tudo. Me lambuza a lama e continua a me desfazer a doença que me plantaram sem licença... De peito estraçalhado e pernas em chamas... Maldigo teu nome, quebro seu armário, tento em vão te fazer me notar, ofendo quem nem sabe quem eu sou, magoo, magoo... A podridão já cheira. Agonizo expelindo raiva pelos poros. Minha cabeça é um navio de mágoas, me fazendo tonta e perdida e todos me dizem... segura a onda... Como? Se em mim já se faz um tsunami. Como? Se meu corpo já não aguenta. Como tirar a Nina raivosa de mim, acordo no meio da noite com Dambala fazendo meus ossos tremerem por justiça... Acordo pela manhã e Go to Hell vira meu mantra...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma das vermelhas coisas que você me deu....

Fúgida.
Garrida.
Tão vermelha e parecida comigo que nem deu...
Não deu  para eu entender o porquê das situações limites de nossa existênica.
Já sei que não é a morte porque conto aqui, então?
Será a dúvida.
A desilusão.
"...o canoeiro puxa,  puxa a rede no mar....
Ô canoeiro puxa a rede no mar...."Costume, cortume...
Quis um pedaço seu.
Tão "sangue " e "navaja", cuanto lo QUIZO.
Então teus olhos...
O cheiro de prazer.
Fue.
O meu coração em silencio
Obscuro te aguarda.
Para sempre???????????????

No sabemos el final....
Siguimos entonces...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bogotá será um exílio para mim?

Não durmo sentindo Bogotá chamando por mim...
Algo verde, mata selvagem.
Algo fresco.
E silêncioso.
Vou comer porcarias,
Vagar pela cidade.
Beber e beber num chocante ato de niilismo.
Talvez até esquecer de tudo um pouco... Bogotá.
Gemendo cansada  no fundo da sala.
Procurando a boca.
Que me alimenta e mata.
Permaneço acordada em vão.
Gaivota perdoada.
Sempre apaixonada.
Bogotá será um exílio para mim?
Ou mais um destino de solidão.
Destino!
Algo mata, verde selvagem...
Algo água?

sábado, 30 de novembro de 2013

Desejo e Sofrimento

Franz Von Stuck - Lúcifer.

Na tela de meu desejo.
Quero inteira, quero....
Não mais pecar.
Mas sou humana.
Brilhante e rapadura.
Tudo charco.
Tudo mole.
Tudo nu.

Na tela obscura e pequenina....
Quero desejo, inteira.
Não mais temer.
Brilhante, farinha e rapadura.
Tudo duro.
Tudo seco.
Tudo cru.

Na tela de meu imenso desejo...
Quero esquecer, desejo!
Não mais querer.
Nenhum, nada, ninguém.
Esquecer.
E esquecer, esquecer.
Tudo incerto.
Tudo puro.
Belo.

Queimem-me fogos de artifícios.
Queimem amém.
Mar, rio, terra, tudo.
Belo, cru
Ou nudo.

Queimem-me.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eres

Tu eres mi corazón, mi razón, mi polucion, donde estavas cuando la muerte me llevó, donde estavas cuando lloré otro día, donde estás ahora corazón? En otro continente, lejos de Bahia, donde estás mi amor? Las cervezas son pocas, la lluvia es mucha y hay fastasmas de todos os lados... Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola y nadie estás...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia 07 de Março de 2013

É dia 07 de março de 2013.
Sou dia 07 e março.
Sou encontro e Sol e carne queimada pelo Sol. 
Apolo tão Oriente a me remediar.
Sol, Apolo, Luz... a me preencher em todas entranhas antes podridas
Amor, calor, Cachoeira da Bahia toda em mim.
Troco pele gigante, Pythía.
Mudo das florestas beira-Pólis...
Dioníso.
Sou novamente Terra e Água.
Sou viva.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Quarto de Hotel

O Quarto de Hotel de Edward Hopper, nunca sairá de mim. Essa é minha maldição pessoal. Sou eu ali sentada a ler aquele bilhete que me fará novamente fugir ou deixar que peçam para eu ir embora, partir! Sou eu ali de cabeça baixa, ombros em total dependência e tristeza, mãos em delicado desespero, enquanto malas cortam o canto do quarto em pulsante abstração. Minha cama eterna de solteiro é minha locomotiva... E não há mais o quê dizer.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Para indagar?

Tudo no escuro é muito escuro, o breu é muito breu, piche indecifrável, so...


Put The Blame On Mame, 
Gilda, 1946

domingo, 20 de novembro de 2011

Domingo sem água!

Passar meus olhos por estepes, secas, pinheiros, mangues, manadas...E escrever?
Praças, casas, ruas, avenidas e tendas...
Tomei um chá de hortelã com um rapaz marroquino numa casa de especiarias,
e foi o cheiro dele que ficou, apesar de todas as outras incandescentes notas!
Não posso, nem consigo falar das flores!
Essa, é beleza que introduzo em mim pelos poros, pelos brônquios, pela visão...
Ao contrário, falo daquilo que não absorvo por completo.
Você, seu calor, sua pele de seda comestível.
Falo da beleza dos gregos,
daquela perigosa e que exige oferendas.
Falo do que não posso tocar,
porque tudo que toco, acaba virando meu.
Recordo do teu cabelo escuro e das tuas mãos pequenas,
cheias de pressa e fuga.
E também... dos nossos narizes nas nuvens!
Kkkkk!
Nas nuvens!

sábado, 19 de novembro de 2011

É sábado na Bahia da Píton #1

Arde novamente em mim o desejo...
O desejo de nada ser, sendo lastimávelmente alguém com um passado.

Queria pagar minhas dívidas, mas como um Ulisses pós-moderno, pós-feminista....
Devo atravessar Poseidon, gigante e invariável.
Sem Penélope no fim do caminho, nem manta, nem reino, nem nada.

Grande o homem sem passado.
Como um pássaro.
Me leve, ridículo, homem-pássaro!
Me leve pássaro!

domingo, 28 de agosto de 2011

Labareda


Não consigo olhar o fogo sem lembrar que és fogo também.
Fogo sagrado que lambe minhas pernas e meu juízo.
Que saudade de teu cheiro de Diabo.
Pólvora e maldade.
Pólvora e suor.
Pólvora e cigarro.

domingo, 31 de julho de 2011

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Llanto Rojo


Ojos de loba desdichada
Hasta siempre luminosa
Eres volcán blanco...


Silencio...
Silencio sin cenizas.


Fuego en llanto que te haces caníbal
Caníbal en su venganza.


Roja, Noche , Hechicera.
Eres el volcán blanco canibal...
Que hambriento me cenará.




Nas Ondas - 1906
Paul Gauguin

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nada passa de um jogo...

Nada passa duma brincadeira,
sem gosto,
de mau gosto, brincadeira mesmo!

Ai!, que culpa tenho eu de amar tanto o céu escuro de primavera...
Tanto silêncio para nada.
Presunção achar que se daria importância a tantra quermesse, não?


O que eu quero é sonho, não acontece...
o que eu quero é doce, não existe.

Teus olhos de Cléo com 16...
Cleópatra rainha com cordeiro me olhando com querência de louca...
De erma, de deusa!

Esqueça minha pele de jaguar....
Esqueça sua pele de jaguar...

Respire pó!!!

Esqueça.

Modiglianiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii e Vermer e daí?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

É por vezes amarela!


É um tanto amarela minha resposta... ao mundo em geral, e não me culpo!
A porr(piii!!!) do teclado wireless tá me deixando louca!
Demorei 34 minutos para digitar míseros pesares iniciais.
A porr(piii!!!) do mundo é mesmo, o mesmo mundo de 34 anos atrás!
Não me culpo, sinto-me aleijada...distante, numa ilha secreta, azul, purissíma...e suficiente.
Ouço o murmulhar dos instantes únicos com o meu Herói.
Tão distante, hoje? Tão ocupado...
Tão surdo, e como Odisseu, atrasado. 
Carregado do cheiro de mar suave nas entranhas...
Em divinas e calmas ondas...
Nada de Penélope posso te oferecer...me esqueça que eu viro monja ou mulher de muito gostos.
Só por um nada de pedra grega, de beleza grega, de vulcão grego,
posso queimar inteira...
Gostos fúteis, gostos de vida, gostos de vento, ao vento...
Quero ser tão fogo quanto Ela!
E tão Rosa, dividida quanto Ela, a outra, Oxum!
Minha Mãe teme mas come Fogo!


Te quero, mesmo nesse mundo que não ignoro!
Mas que com o silêncio tento tocar!


Um ano e meio de silêncio.
Silêncio.
Silêncio Magficuuuuussssss!
Tu dormes com o testículo de fora...
Soberbo dono do mundo.
Portano não fiques bravo comigo...
Eu só tive de presente o choro e o parto dor.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vamos chamar o vento!

Sopra o vento, sopra forte o vento, o raio, e a tempestade...
Sopra força dentro de mim!
Luz que destrói tudo! Tudo!


Zune, vento, raio...tempestade!!!
Giro, prateado, querendo muito ser bela!
Bela.

Rainha do tempo bom e do ruim!

Rainha dos meus sonhos,desejos.
Rainha de mim!!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Se eu fosse perfeita dormiria cedo.


Toureiro Morto
1864 - Edouard Manet


Se eu fosse perfeita dormiria cedo, daria um bom nome de conto...
Agrada ao gosto também da poesia.


É fruta, na verdade, da vigília.


Tateio na escuridão procurando um interesse, e claro (rimando irresistivelmente?) nada ama, dissipas, foges.  
Mas a doença e a tristeza de nosso sono tanto tempo o mesmo,
mesma cama e banheiro,
permitiram minha insônia retumbante, e minhas pernas inquietas, e minha azia.
Meu peito estoura, levanto.

Se tu fosses novamente aquele outro...
Eu dormiria cedo?


Tateias na escuridão procurando fogo novo, e claro, encontras mais e mais do mesmo.
E a doença e a certitude de nossa pena comum, tanto tempo comum,
comum em meios e termos,
empurraram-te ao coma que nenhum dos meus cheiros é capaz de quebrar.
Tua respiração canta sinalizando que não o acorde.


Levanto, e aqui estou eu querendo novamente banhos de lava...
Abusando da língua portuguesa.

"Se eu fosse perfeita" é choramingo puro.
Poesia barata, pior tipo.
Daquela que resiste vazia.