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sábado, 25 de fevereiro de 2017

A profecia 7.

Lua em Arembepe, sob a ótica dos mortais, 2015
Francine Ricco

Trouxe no olhar de lado, cismado,
uma Profecia.
O Gavião.
Estendeu-se o tapete.
Carmim.
Em mim.
Asas que me cobriam.
Não via.
Quando chegou o Carcará.
Apenas dançava no Tempo.
Para adormecer o Leão e Fogo.
Que foram trancados no meu peito.
Terremotos e Vulcões se entrelaçaram.
Tormentas.
Caçadores abatidos.
E Linha de Frente em Espadas,
"derrumbrada".
Naus, afinal, naufragadas e então,
encontrei outra vez tuas penas de Águia.
A não admitir minha Realeza.
Coruja que sou.
Predadora de Olhos de Imensos.
De Águas em Turbilhão.
Queria ser Frida Kahlo é bem verdade, mas?
Apenas tento e enfim.
O Leão e Fogo agora correm livres,
a lamber toda minha Carne.
É agora chegada.
Dos voos Noturnos.
Estrelas me preenchem.
Navego segura, mesmo na Escuridão.
Enfrento de perto os sinais de minha Insignificância.
E sorrio Altiva.
Da minha Sobrevivência.
E Hoje.
Coruja que sou.
Tanta e tantas vezes Sobrevivente.
Com os Dois olhos finalmente abertos, percebo.
Satisfeita.
Que A Profecia não aconteceu.
Mas eu Sim.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

#6


Ainda desejo o corpo calado.
Ao meu lado.
Raiaram Sóis e sois...não há.
Me feriu a  Adaga  Mestra.
Tirou de mim.
O vôo livre.
E Coruja Silênciosa.
 Velha
 me moldou.


Não sou alegre.
Não sou triste.
Sou refém.


domingo, 26 de junho de 2016

Inquebrantável


Unos Cuantos Piquetitos
Frida Kahlo


Sou mãe de sonhos outra vez
Força e potência.
Força e potência. 
Vulcânica.
E Salobra.
Calor da profunda loca de pedra.
Abrigo de muitas de mim. 
De tantas.
Sóis.
Lençóis.
E até de Adagas que arranco sempre de minhas costas nitidamente Imortal.
Sou mãe de sonhos de vez.
E soberana da primeira primavera da Terra.
Sou Mãe das Algas Marinhas.
De todas as Algas Marinhas.
Tetis inquebrantável.
Olhos de Água.
Mãe de Aquiles.
Fúria.
Pré.
Odisseu.
Sou mãe de todos os sonhos possíveis.
Os Cauris beijão minhas saias.
No palácio primevo.
Sou mulher, água, raiz, matriz, inicio, meio e fim....