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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pré-Monição #081210



Emil Nolde
II Hay Meadow Wheat Field Light Sea Mood - 1900



Espejo en la mano derecha.

Ojos de Loba desdichada
Hasta siempre luminosa
Tu eres volcán blanco.

Silencio.
Silencio sin cenizas.

"Lava" que te haces canibal.
Canibal en su venganza.

Rojo, noche, hechicera.
Eres el volcán blanco
Canibal...

Que hambrienta me cenará.

sábado, 17 de setembro de 2016

Para o lado de lá


Minerva e o Centauro - Sandro Botticelli


Digo ao Céu e todas as Estrelas, e todas as imensas Galáxias coloridas
Que não quero ser amada, mas mesmo assim espero.
Uma boca que me derreta em Lava.
E uma boca que me queira, eu sendo a Bruxa que sou.
A Lua desvairada, sempre Oeste.
Coruja viciada nas fumaças do Momento.
Eu só queria acabar com meus dias de frio e azedume
De guerras e pedradas.
De distâncias programadas.
Queria mesmo esquecer que sou tão Água.
Que te arrastei para outros Oceanos.
Para o lado de lá.
Digo ao Sol que me esqueça.
Sou espera Noturna.
Sou a virgula.
O não.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

#6


Ainda desejo o corpo calado.
Ao meu lado.
Raiaram Sóis e sois...não há.
Me feriu a  Adaga  Mestra.
Tirou de mim.
O vôo livre.
E Coruja Silênciosa.
 Velha
 me moldou.


Não sou alegre.
Não sou triste.
Sou refém.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016


Szerelem,
Szerelem.


Márta Sebestyén

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Coração Cego



Todos os dias ele palpita forte e trêmulo.
Manhã.
Inverno.
E me saber viva mais uma vez dói.
E dói no corpo inteiro.
Queria algo de veludo.
Algum escudo.
Uma coisa macia para mim.
Tantas pedras se acumularam em minhas mãos.
Tanta correntes em minhas pernas e braços.
Vago no desespero do escuro.
Na Mata Escura.
Vago somente com os relâmpagos dos fantasmas.
Tateio assim pesada os espinhos que me rodeiam.
Caminho e continuo pelo bicho que há em mim.
Cega, completamente cega.
Ele palpita forte a matar minha carne de predadora
É uma Rainha uma Leoa Cega?
Coração que grita a anunciar que a vontade já morreu.
Coração que cala e resigna.
Pedras e seca foram as heranças que sobraram.
Escombros.


domingo, 27 de março de 2016

Só ontem...

Ontem li uma poesia na noite estrelada.
Estalada.
Ligeira.
Orei pela palavra.
Namorei ela.
Amei.
Me deitei e deleitei inteira.
Língua.
Portuguesa.
Fui livre enquanto segurava o pandeiro simbólico.
Da minha vida.
Mas liberdade é ave rara.
Coisa cara.
E precipita indagação.
Indignação.
E solidão.
Ontem li uma poesia que não era minha.
Porque minha poesia é crua e violenta
Porque eu não queria que me vissem viva.
Ontem li uma poesia que não era minha porque gosto de ser mistério.
Acredite você, serei sempre mistério.
Ebulição.
Ontem li uma poesia na noite estrela.
Estalada.
Para gritar com você.
Gritar toda minha carne.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Teus sapatos de Gueixa

Macia pele da serpente
Suas escamas ainda estão na minha boca
E na minha doente mente.

Tua Grega-Razão.
Teu perfume ocre.
Teu jeito de andar.

Ontem...
Sim ontem.
Parece que foi ontem de tanta dor que sinto.
Acordei de um pesadelo.

Lembrei logo de seus sapatos de gueixa.
Da obra de arte que é tua existência.

Lembrei dos teus olhos de coruja, 
Cria de Athena que és.

Lembrei da tua voz me pedindo para ficar.

Tudo, tudo.
Tudo tão ontem.

Que coma foi esse que me manteve presa assim à escuridão?
Que vento foi esse que passou?

Não importa.
Teus olhos cintilam em minha memória novamente.
E tua sabedoria...
Reverbera.

terça-feira, 1 de março de 2016

Caos e Solidão!

Você fala de ontem do caos da vida
Você fala de antes do zero partida
Você fale de zêlo quando hei-lo perdido.
Você azul como um blues escondido

Você dá na minha boca
aquele gosto de ácido.
aquele medo de mel.

Você dá na minha boca
aquele gosto amargo
tão amarelo de fel...

Tu, eu, tudo junto...
Tudo igual
Normal

Eu. tu, um sem outro.
Sem encontro.
No breu.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A pele que habito

Franz Von Stuck
Hölle

Há novos ratos no porão.
Sujo e escuro.
Insano e infinito.
Dos meus intestinos.
Meu estômago grita muito mais alto...
Que minha boca sem vergonha.
Ratos roem Roma, romeiros, romãs e romances inteiros.
Ratos obtusos.
Ratos no porão escuro.
Da minha doente mente.
Agora tenho medo do orvalho.
Agora tenho dentes no meu pescoço.
Ratos nos meus pés.
E culpa sufocante.
Na minha pele.
Como diria Almodóvar...
A pele que habito.
Caro é o brilho do sol.
Apolo...
E no fim... ratos roem tudo.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Para quê?

E de repente o desespero de estar viva bateu profundo.
E minhas pernas sumiram outra vez.
A cabeça coalhou.
E eu não tinha ninguém.
Então caí.
Sono Profundo.
Por dias e dias tombei. 
E sem um pingo de sua voz, a não ser a bêbada que me feriu ainda mais,
então querendo respirar...
Enfiei guitarras elétricas na minha pele.
E raios molhados na minha garganta.
E como múmia cansada a insistir na vida.
Me arrastei pelos paralelepípedos da Cidade Velha.
Esfarrapada e excêntrica.
Sozinha e firme, sem um pingo de lágrima.
E disse a mim mesma, outra vez me curei.
A custa de copos e copos.
E comprimidos para dormir.
Sou toda mesma Selvagem.
Selvagem.
Porque não admitir?
E assim sendo um bicho, tua crueldade tão gratuita, nesta terça tão azul, me assustou...
Faz um calor tão lindo por aqui.
E eu querendo falar com você.
Para quê?



domingo, 22 de março de 2015

A verdade é sempre piegas!


Acordei tarde.
E dei de cara com minha verdade piegas.
Sou mais um número horrendo.
A matemática afinal.
Volto a querer que tua beleza volte ao inferno donde veio.
Afinal...
Sou mais um número horrendo.
Totalmente abandonada,
com minha natureza selvagem.
E dormi muito.
E voltei a ter pesadelos com água.
Ela me cercando toda.
Todos me assistiam morrer.
Afogada.
E a água tinha gosto de gasolina.
Era fogo.
Era você e um pouco de mim.
Afinal.

Quero é restar pedra e voltar a não sonhar e esquecer dessas tantas palavras.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

E tus caricias hãn de ser mías de nadie mas

... quiero ser libre, vivir mi vida con quién yo quiera,
Dios dá-me fuerza, pois estoy moriendo por irla buscar....

terça-feira, 29 de abril de 2014

Algo de melancolia

Chuva mansa em áreas tropicais, dão uma certa inquietação.
Inquietação melancólica, agito de melancolia.
O megafone instalado em frente de casa ainda cospe as propagandas de sempre mas...
A tarde cai vertiginosamente no céu chumbo-cinza.
Não há como evitar certa lassidão.
A água e a mata selvagem dentro de mim geram monstros.
Monstros e mais monstros, além da fome que sinto nos meses de abril.
Discrepância outonal?
Ventos malignos?
Ou esquizofrenia?
"Agitos" vários nas redes sociais.
Uns macacos, outros não, outros sem saber como acabar com todo podre preconceito do mundo...
E nada de surgir uma linhazinha "social" por estas bandas.
Nunca serei um Neruda.
Nem Rilke, nem Clarice, nem Keats...
A noite chega e os morcegos que moram em casa também.
E ainda a sensação de dissonância entre meu coração de fogo e minha úmida cabeça.
Alagada.
Molhada de dúvidas.
   

domingo, 27 de abril de 2014

Vou morrer de ouvir pagode de corno obrigada!

Domingão.
Eu pensando que utilidade teria o amor afinal?
E, de repente o batidão invade minha casa inteira e a minha concentração...
Poluição sonora, mais pesada que o ruído da contemporaneidade.
Rodas, buzinas, vozes de multidão, esta última não necessariamente aconteceria em São Paulo...
Sinto falta de toda essa solidão quando me sinto traída.
Aqui tudo parece carinho, é quente o tempo todo.
Mas a Bahia tem também suas trevas, regadas a leite de coco é bem verdade.
Foi embora o pagodão, minha vontade falou mais alto.
Volto ao trabalho...
Porque tristeza, ainda que tenha que ser dita, não pode ser alimentada.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dor

A dor é tanta agora que não consigo terminar as frases.
Todo o meu ser dói só de pensar o que pode estar acontecendo a você.
É uma droga e parece que estou viciada.
Temo quebrar o ciclo, dói também pensar nisso
Dói, dói, dói...
Somos, meu caro, ambos escrotos. 
Mas merecemos mesmo toda essa dor?

sábado, 29 de março de 2014

Porque eu não consigo ser altruísta com as palavras...

Egoísmo?

Queria!

Queria ter todas as poesias do mundo para esfregar na tua cara.
Cara-de-pau. 
Com traço, com tudo...
Queria te machucar.
Queria bater até te deixar mudo.
Queria coisas horrorosas e incríveis com você.
Mas provavelmente você não terá "tempo" nem de saber...
Enfim, envio-lhe a postagem e você finge não ver.
Queria, não amar.
Nem ter um blog...
Para não passar o ridículo.
Queria... fazer o quê?
Desejo mais gostoso é o absurdo...
Queria você!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Na cama, na lama...

Ontem cortei meus cabelos por você...
Joguei-os ao chão.
Deixei tudo cair.
Rolei na lama sob o batidão do meu coração.
Que possuído arrastou mesa e cadeiras.
Cervejas e pessoas.
Limpeza e dignidade.
Ontem cortei meus cabelos quando voei rápido atrás do seu carro...
Quase quebrei o meu braço no seu vidro.
E quis rasgar sua camisa...
Queria arrancar os seus olhos para tapar os meus...
Mas não adiantaria.
Já não vou mais esquecer que você declina e declina da minha companhia.
Ontem eu cortei meus cabelos quando gritei alto com as falenas: - Eu pago!
Joguei-me inteira no chão.
Deixei que soubessem da minha dor de mulher-solidão.
Ontem foi ontem e hoje eu deixei o sol bem me queimar, para dizer que estou viva.
Ontem cortei meus cabelos, hoje, cresço.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma das vermelhas coisas que você me deu....

Fúgida.
Garrida.
Tão vermelha e parecida comigo que nem deu...
Não deu  para eu entender o porquê das situações limites de nossa existênica.
Já sei que não é a morte porque conto aqui, então?
Será a dúvida.
A desilusão.
"...o canoeiro puxa,  puxa a rede no mar....
Ô canoeiro puxa a rede no mar...."Costume, cortume...
Quis um pedaço seu.
Tão "sangue " e "navaja", cuanto lo QUIZO.
Então teus olhos...
O cheiro de prazer.
Fue.
O meu coração em silencio
Obscuro te aguarda.
Para sempre???????????????

No sabemos el final....
Siguimos entonces...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Chavela Vargas cantando Facundo Cabral

Para lembrar de mim, adormecida.



"Me gusta el sol y la mujer cuando llora
las golondrinas y las malas señoras
abrir balcones y abrir las ventanas
y las muchachas en abril

Me gusta el vino tanto como las flores
y los amantes, pero no los señores
me encanta ser amigo de los ladrones
y las canciones en francés 

No soy de aquí, ni soy de allá
no tengo edad, ni porvenir
y ser feliz es mi color
de identidad

Me gusta estar tirado siempre en la arena
y en bicicleta perseguir a Manuela
y todo el tiempo para ver las estrellas
con la María en el trigal

No soy de aquí, ni soy de allá
no tengo edad, ni porvenir
y ser feliz es mi color
de identidad."