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sexta-feira, 4 de março de 2016

I can't leave you

...but my history is true and,
I will never... be the same again.   

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

És de invitável beleza

Como um pingo de sol, brilha e queima.
Ilumina.
Enlouquecidamente transforma.
E aquece.
Sua presença na sala...
Bom e vivo filho de Apolo,
enlouquece.
Pan,
desgarrado pedaço de céu.
De carne.
Bem sabem Bernini e Canova.
Quanto da tua pele pode envenenar.
Crescer, crescer, e trair.
Bem sabem aqueles que...
Não resistem a desgarrados pedaços de céu.
Filhos de Apolo.
Reis...


sábado, 6 de dezembro de 2014

Odéssi!

Meu pai? Meu homem? Meu marido?
Odéssi, quem és tú capitan?
Quem se veste de folha e desconfiança?
Quem pergunta mil vezes o quê? 
Arô!
Odéssi, Odé, Odé!
Quem é meu álibi, meu melhor amigo, meu filho e irmão.
Odé paixão minha.
Que preenche meus dias de graça.
Arma sua flecha em mim.
Cabeça, corpo, saliva minha.
Esquece tudo. 
E vem com calma até meus braços.
Prometo não te afogar.
Promete Odéssi, não me errar?
Quero beleza e silêncio.
Quero sua natureza Orixá. 
Folha, Verde e Desconfiança.
Silêncio, verde, silêncio.
Verde.
Desejava palavras cheias de cores, completas.
Mas a beleza também aleija quem sempre verde espirrou...
Palavras completas...
Odé, Odé, Odé!


sábado, 29 de março de 2014

Queria!

Queria ter todas as poesias do mundo para esfregar na tua cara.
Cara-de-pau. 
Com traço, com tudo...
Queria te machucar.
Queria bater até te deixar mudo.
Queria coisas horrorosas e incríveis com você.
Mas provavelmente você não terá "tempo" nem de saber...
Enfim, envio-lhe a postagem e você finge não ver.
Queria, não amar.
Nem ter um blog...
Para não passar o ridículo.
Queria... fazer o quê?
Desejo mais gostoso é o absurdo...
Queria você!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Na cama, na lama...

Ontem cortei meus cabelos por você...
Joguei-os ao chão.
Deixei tudo cair.
Rolei na lama sob o batidão do meu coração.
Que possuído arrastou mesa e cadeiras.
Cervejas e pessoas.
Limpeza e dignidade.
Ontem cortei meus cabelos quando voei rápido atrás do seu carro...
Quase quebrei o meu braço no seu vidro.
E quis rasgar sua camisa...
Queria arrancar os seus olhos para tapar os meus...
Mas não adiantaria.
Já não vou mais esquecer que você declina e declina da minha companhia.
Ontem eu cortei meus cabelos quando gritei alto com as falenas: - Eu pago!
Joguei-me inteira no chão.
Deixei que soubessem da minha dor de mulher-solidão.
Ontem foi ontem e hoje eu deixei o sol bem me queimar, para dizer que estou viva.
Ontem cortei meus cabelos, hoje, cresço.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Fogo que purifica tudo!



Fogo, fogo!
Fogo que purifica tudo,
que lambe tudo.
Sobe pelas minhas pernas que antes eu achava tão mortas.
Queime, queime...
Labareda, quero me banhar...
Labareda sim.
Fogo, rogo-lhe que lamba minhas costas novamente. 
E me faça dormir com um sorriso.
Mãos que me derreteram.
Voltem.
Fogo divino que transforma tudo impetuoso.
Fogo, traga-me seus vapores.
Embala tua pitonisa...
E me queimando, faça-me novamente sonhar.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma das vermelhas coisas que você me deu....

Fúgida.
Garrida.
Tão vermelha e parecida comigo que nem deu...
Não deu  para eu entender o porquê das situações limites de nossa existênica.
Já sei que não é a morte porque conto aqui, então?
Será a dúvida.
A desilusão.
"...o canoeiro puxa,  puxa a rede no mar....
Ô canoeiro puxa a rede no mar...."Costume, cortume...
Quis um pedaço seu.
Tão "sangue " e "navaja", cuanto lo QUIZO.
Então teus olhos...
O cheiro de prazer.
Fue.
O meu coração em silencio
Obscuro te aguarda.
Para sempre???????????????

No sabemos el final....
Siguimos entonces...

sábado, 30 de novembro de 2013

Desejo e Sofrimento

Franz Von Stuck - Lúcifer.

Na tela de meu desejo.
Quero inteira, quero....
Não mais pecar.
Mas sou humana.
Brilhante e rapadura.
Tudo charco.
Tudo mole.
Tudo nu.

Na tela obscura e pequenina....
Quero desejo, inteira.
Não mais temer.
Brilhante, farinha e rapadura.
Tudo duro.
Tudo seco.
Tudo cru.

Na tela de meu imenso desejo...
Quero esquecer, desejo!
Não mais querer.
Nenhum, nada, ninguém.
Esquecer.
E esquecer, esquecer.
Tudo incerto.
Tudo puro.
Belo.

Queimem-me fogos de artifícios.
Queimem amém.
Mar, rio, terra, tudo.
Belo, cru
Ou nudo.

Queimem-me.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eres

Tu eres mi corazón, mi razón, mi polucion, donde estavas cuando la muerte me llevó, donde estavas cuando lloré otro día, donde estás ahora corazón? En otro continente, lejos de Bahia, donde estás mi amor? Las cervezas son pocas, la lluvia es mucha y hay fastasmas de todos os lados... Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola y nadie estás...

sábado, 19 de novembro de 2011

É sábado na Bahia da Píton #1

Arde novamente em mim o desejo...
O desejo de nada ser, sendo lastimávelmente alguém com um passado.

Queria pagar minhas dívidas, mas como um Ulisses pós-moderno, pós-feminista....
Devo atravessar Poseidon, gigante e invariável.
Sem Penélope no fim do caminho, nem manta, nem reino, nem nada.

Grande o homem sem passado.
Como um pássaro.
Me leve, ridículo, homem-pássaro!
Me leve pássaro!

Fogueiro!

Como te queria em minha cama agora...E pensando bem, não é bem na cama que te quero agora, mas em mim!
Volumoso, preênchendo tudo.

Como te queria em mim agora...
E sentindo bem, não é bem dentro que te quero sempre...
Mas em arrancadas, dentro e fora!

Como te queria me sufocando...
Me enchendo de gemidos e uivos que nem Ginsberg entenderia, quereria talvez...
Poderoso como sempre, com sua voz e boca.

Dentro e fora!
Dentro e fora!

Como te queria...
Pelo menos perto...
Para sentir teu cheiro de canela-Gabriela.
Cor de crepúsculo.
Índio-estrangeiro.
Fogueiro.

Onde estás?
Onde estás que não responde?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Desejo

Faço poemas às 06:00 horas da manhã de um sábado para você sem perceber.
Lembro do teu cheiro e da quantidade de pêlos do teu antebraço.
E da luz que atravessou teu rosto quando vinhas em minha direção naquele inverno.
Foi nesse dia que eu soube que tua boca me perseguiria para todo sempre.


E, é claro, o gosto que nunca senti dela.
Adormeço e acordo todo dia sem qualquer perpectiva de esquecer da tua eletricidade.

Foi o betume dos teus olhos que me cobriu de aveludada memória.
Não importa o entorpecente que eu use.


Tua pele como creme de chocolate que fala gritando para o meu corpo todo.
Que sucumbe malicioso dominando a razão e o tempo.


Faço poemas às 06:00 horas da manhã de um sábado para você sem perceber.
Porque graças ao meu corpo que resolveu vir ao mundo para sentir tanto, mais tanto!
Tudo em você está comigo a hora que decido.

Embora nunca possa decidir quando dissipar o desejo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A palavra se foi ·#4

Não chore não cachinhos de ouro,
não chore meu bem.


Pare de soluçar homem de vidro.
Abra os olhos e corre...


a pegar o copo de uìsque que te dou...
a pegar o copo de uísque que te dou..


Ah! Cachinhos-homem por que você não é feliz e pronto?
Mesmo eu não sendo tua.
Mesmo eu nunca mais sendo tua.

É que já gosto de todo esse frio.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Beijos




Finalmente sonhei que beijava teus pés.
E enfiava a língua direto no céu da tua boca...
Te mordia nos suspiros, nos gemidos e grunidos
que vinham do fundo de mim.

Nossos olhos bêbados se entrecortaram,
faíscas doces me revelaram o caso:

-deixei correr a angustia quente que me segurava sã,
olhei mais uma vez para todo aquele improvável...- 

Abri meu corpo para o búfalo mudo.
Não o outro, céu feroz... Urano.
Não senhores!
Zeus puro!

Minhas pernas sumiram num arranque mágico...
- Huummmmmmm!!!!!


Acordei!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ele


Der Nix - 1884
Ernst Josephson

Trancaram ele dentro dela,
e esqueceram de a salvar.
Podem olhar boca adentro... que nela,
ele tá lá dentro.

Sufoca e não morre e ela nem foge.
Não foge, quem diria?

Não pensa, não faz, não sonha.
Pesadelo!

Ele comida que devora.

Ela, ôca.
A quem o oráculo avisa?

- Acorda!
- Acorda!

sábado, 6 de março de 2010

Ginsberg adorava suas mãos no escuro.

Voltar a ver os marinheiros no cais, caminhando a dançar em suas carnes luxuriantes, corpos perfeitos com cheiro de mar.
Perfeitos.
Verdadeiros tritões que andam, e...
beijam, e falam, e calam, soberanos em sua beleza.
Beleza esmagadora.

Allen Ginsberg adorava suas mãos no escuro,
e suas bocas também.
Segredos do mar.
Sêmem de Urano.
Beleza da qual nada foge.

Voltar ao cais.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

2010

Tua boca não vomita mais poesia
eu sequer a beijei...
eu sequer provei.

é demais querer uma boca de vento...
fugaz em demasia e sem nada, nada mesmo por dentro?

(deixar a rima pra interrogação, não?) hehehe

papo de blog poético.


Não ético, não ético, não ético, piuiiiiiii!!!!!


- Sim querida é demais querer uma boca de vento quando você sabe que o silêncio é o silêncio...

Amo sempre o impossível.


O celular avisou,
eles já vêm e vêem!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vaidade #1


Detalhe do Perseu e Medusa de Cellini, Praça da Senhoria, Florença

A Derrota Suprema da Vaidade devem ter pensado os Medicis, Cellini trouxe à luz um Perseu implacável !

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ele parece fraco...

Davi e Golias
Edgard Degas

depois forte, e novamente fraco.
ele é mais humano...
terrivelmente cruel portanto.
apaixonante.