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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

É coisa!

É coisa bonita o amor?
Não.
É coisa indomável.
De claridade doí-da.
Inquietação.
Horas pensando em suas mãos.
É coisa bonita o amor?
Não.
É caos, lava e infinito.
De claridade suprema.
Reinação.
É coisa bonita sim o amor.
Horas e horas pensando no começo.
Reconheço.
Piscar de olhos nos arrombos, assombros do universo.
Acabou.
Como sorvete em chapa quente.
Sem para sempre.
Amém.
Ou qualquer mudança de situação.
15 anos apagados.
Mergulhados em água-sanitária.
Como esmaecer cidades, fortalezas inteiras?
Sobrevivendo a terremotos cantando.
Lava e infinito.
É coisa!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Desejo Incompleto.

Le Rouge à Lévres
Jean Gabriel Domergue


A Água.
O Fogo.
E o dançar suave
daqueles que colecionam
 flores,
além do simples
desejo.
Tua saliva está já em
meu sangue de frio peixe...
Isso me devora!
És parte que preciso completar.

Desejo.
Horas, dias, oceanos...
Desejo.

domingo, 27 de março de 2016

Só ontem...

Ontem li uma poesia na noite estrelada.
Estalada.
Ligeira.
Orei pela palavra.
Namorei ela.
Amei.
Me deitei e deleitei inteira.
Língua.
Portuguesa.
Fui livre enquanto segurava o pandeiro simbólico.
Da minha vida.
Mas liberdade é ave rara.
Coisa cara.
E precipita indagação.
Indignação.
E solidão.
Ontem li uma poesia que não era minha.
Porque minha poesia é crua e violenta
Porque eu não queria que me vissem viva.
Ontem li uma poesia que não era minha porque gosto de ser mistério.
Acredite você, serei sempre mistério.
Ebulição.
Ontem li uma poesia na noite estrela.
Estalada.
Para gritar com você.
Gritar toda minha carne.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Go to Hell

Me arrenbendo contra a parede, bato em tudo, estrago tudo, destruo tudo, mancho e sujo tudo. Me lambuza a lama e continua a me desfazer a doença que me plantaram sem licença... De peito estraçalhado e pernas em chamas... Maldigo teu nome, quebro seu armário, tento em vão te fazer me notar, ofendo quem nem sabe quem eu sou, magoo, magoo... A podridão já cheira. Agonizo expelindo raiva pelos poros. Minha cabeça é um navio de mágoas, me fazendo tonta e perdida e todos me dizem... segura a onda... Como? Se em mim já se faz um tsunami. Como? Se meu corpo já não aguenta. Como tirar a Nina raivosa de mim, acordo no meio da noite com Dambala fazendo meus ossos tremerem por justiça... Acordo pela manhã e Go to Hell vira meu mantra...

sábado, 14 de março de 2015

domingo, 11 de dezembro de 2011

A cabeça simplesmente dói

A cabeça de tanto fritar, dói.
Dói.

Essas asas de anjo revoltado pousando sobre a cabeça tão doída.
Aí!
Dói ser elemento.
Em transformação...................................................................................................................

quinta-feira, 28 de julho de 2011

É você!

É você que de bunda de fora me diz bom dia, todo dia.... que pertença ao tempo indecoroso que se perpetuou entre nosostros!!!!
Nosostros y ustedes....
Nosostros yyyyy ustedes!

Quando?
Quando?
Quando avistaremos os últimos espermatozóides de perna na terra?
De perna?
Perna toda de fora!!!kkkkk!!Uuuuhgaaaa!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Balões

Essa noite sem estrelas, de nuvens tão carregadadas é perfeita para te velar. A ti... você que já foi um tudo para mim, preenchia tudo...simbiose tudo e agora morre.
Perfeita noite a te velar sem qualquer pestana humana, nenhum descanso àquela que amou e jamais foi notada como quis. Agora vela...
Não quero piedade de mim mesma, foi afinal ela que alimentou toda a fraqueza que te sustentou tirano.
Abusaste da minha confiança e me transformaste em amargura ambulante.
Que os ritos se iniciem, o cheiro já passa a incomodar a todos...
Meu pacto acaba hoje, na madrugada.
É bom que o mundo compreenda...eu jamais serei enterrada, aprisionada ou esquecida.
Nunca.
Me escondo na tempestade.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Poesia em fundo negro, 2009

Homens de Pura Pedra,
via escura,
pedra escura,
massa, forma, resitência
"pedregúlea".
Homens de Pedra Pura...
à, à....... toda resitência
"titânia" de pedra pura mesmo!

Sem choro.
O choro vai atrás do homem é claro!
Amanhã.
Amanhã com certeza.

Homens de Pedra.
Não olham pro chão...
sua natureza de "pescoços-finus"
não lhes permite.
Homens de Pedra Pura Retilínea!

Voraz espécie de monstro.
Monstro Homem Perfeição.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Servo de Salomé


“Ele diz que é servo meu.

Ele diz que é meu escravo.

Enquanto bate na minha cara.

Com força e doce insistência.

Como pode!?

Tão sincero cego...

Que acha que é Oráculo.

Que peca e se esconde.

Mas deixa estar,

deixa ele chorar e brincar ser servo meu.

Conheço o jogo.

É gozo depois da dor curta.

Lancinante.

Ah! Anjo da asa torta...

É no silêncio que te consumo...

Submissão.

Não desperte Herodes!

Dança Salomé, dança!”