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domingo, 19 de agosto de 2012

Chuva de Ouro

Falar por escopas???
E por barras..!

A poesia é como flor que explode.
Embota.
Embota a gente antes de sair correndo pela garganta.
Um instante.
Você perde.
Carece.
Por exemplo, Eu!
Eu quero entoar uma poesia...
à tua "multiplicância" tão propícia.
Tão pele e beleza.
Perfeição...

Espero sair rosa e não sopro de nada...
Susto, susto mesmo!

Que posso dizer, senão...
Te amo,
te amo, te amo!
 Danae,
Gustav Klimt, 1907

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vermelha

A beleza dos teus cabelos cadentes, teimosamente a enroscar em meus dedos, pêlos, suor, saliva...

Eu tiro-lhe da cabeça as estrelas e espero.

Cachoeira vermelha caindo em neve pura.

Sua face maçã quente a desmanchar em minha boca, língua, dentes, alma, gemido, lampejo!

É a porta, é a porta que nos acorda!!!
Volte criatura selvagem.
Volte a mim.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Querer" o Verbo preferido



 
Queria ser Chuva,
e Cisne...

Touro branco já sou, sem nada a raptar.

Sem nada a raptar.

Não se enxerga mais a beleza,
a todos é comum o medo da sedução.
Todos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Indomada Heroína


“Meu prazer era intocável e aterrador. Inflava dentro de mim ao caminhar pelas ruas. Ele transpira, ele fulgura. Não consigo escondê-lo. Sou mulher. Um homem me dominou. Ah, que prazer quando uma mulher encontra um homem a quem consegue se sujeitar, o prazer de sua feminilidade expandido em braços fortes."



Anaïs Nin.
Diários de 1931-1932

Teria Judith sido por sua presa, ainda que por um segundo, dominada?

Teria Gustav Klimt assim considerado quando Judith nele encarnou? Ou teria ele somente imaginado e amado, o poder da rainha sentir prazer de caçador?