Mostrando postagens com marcador Max Beckmann. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Max Beckmann. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Da Pele, Da Luz, Do Desejo.


Max Beckmann, Beach Landscape, 1904



Rememoro suas palavras.
Ouço viciada sua voz.
Procuro o Tempo e só hoje vejo que ele caminha a frente.
Muito, para quem é toda Água.
Não devo parar por teus Olhos de Além-Mar.
Descanso desajeitada de mim.
Como toda gente que sente um Calor Impossível no Peito.
Simplesmente Calo.
Melhor assim.
Mulher-Redemoinho.
Salobra.
Imprevisível.
Marinha.
Azul.
SalvarSalvar

sábado, 27 de agosto de 2016

#3


Garden in Bloom - 1933
 Max Beckmann

Aves de Rapina que somos
Porque não voamos logo e longo?
Atravessando os 7 céus
Até estrelas siderais

Porque não nos desgarramos logo?
Desse chão quebrado de seca
Desse chão duro que não nos deixa enterrar os mortos

Voemos sobre as queimadas
Voemos sobre as cinzas
Voemos sobre os pobres oceanos moribundos
Voemos sobre a indelével miséria humana
Voemos sobre os cacos...

Flamejemos até a asfixia,
da Loucura
da Liberdade
da Paixão.