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domingo, 27 de março de 2016

Só ontem...

Ontem li uma poesia na noite estrelada.
Estalada.
Ligeira.
Orei pela palavra.
Namorei ela.
Amei.
Me deitei e deleitei inteira.
Língua.
Portuguesa.
Fui livre enquanto segurava o pandeiro simbólico.
Da minha vida.
Mas liberdade é ave rara.
Coisa cara.
E precipita indagação.
Indignação.
E solidão.
Ontem li uma poesia que não era minha.
Porque minha poesia é crua e violenta
Porque eu não queria que me vissem viva.
Ontem li uma poesia que não era minha porque gosto de ser mistério.
Acredite você, serei sempre mistério.
Ebulição.
Ontem li uma poesia na noite estrela.
Estalada.
Para gritar com você.
Gritar toda minha carne.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fora Palhaço

Quero é mesmo tirar esse pierrot da vista.
Me dá horror que um dia fôra tão triste ao ponto.
Fora Palhaço!!
Fora, fora!

Nem que eu tenha que revelar todas as dores... quero você fora, o tempo passa,
a roda gira e te quero bem, bem longe Sr. Tristeza.

Ademais tenho tido frio e passei vários dias em companhia da Sra. Kahlo Rivera.
Febril.

Vejo as artérias que minha amada deusa Frieda tentou conter a vida inteira.

A dor é minha sombra, como foi pra Ela.
Eva Frida.

E eu só me lembro do Marrocos.
Quente Marrocos.