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domingo, 20 de dezembro de 2015

Sem tua respiração hei de morrer um dia...



Sunset over a Lake
William Turner 


Eu me esgoto em gás, luz e poesia.
Eu me esgoto sim!
Agora mesmo e sempre me esgotei por um dia.
Perdi palavras procurando a caneta.
Perdi poemas procurando papel.
Perdi você tentando cavar explicações...
A vida.
Tão +.
Tão selvagem.
Finita.
Caída.
Tudo se trata de um vírus...
Zica.
Tudo se trata de um deus..
Razão...

Te espero acordada na porta.
Vestida de Azul.
Tomo Coca-Cola, mesmo que seja mortal (rs)
Meu cabelo é negro como sempre quis.
Meus olhos são negros como sempre quis.
Tudo um sorriso.
A saia é curta.
A sala, branca.
O tapete, laranja.
O céu, descoberto.
Cadeiras de vidro.
E Aguá...
Errei o acento.
Descubro-me sóbria dentro de tantas bêbadas, em mim.
Descubro-me muitas e "sola".
"Soy el descontento".
Tua boca não está no gibi. 
Teus olhos, um hiato.

Mas.

Ai de ti se me viu água...
Porque sou Turva.
Redemoinho.
Turbilhão.

Olhos de vinho? Venha não!
Tu desejas, guerreia, tem, enjoa e morre.

Eu?Não!
Não.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Atlântico para sempre.

Atravessar mais uma vez o implacável oceano,
e cair em Terras Ancestrais.

Minha voz ecoando, Eva curiosa que sou...
Entre dólmens, castelos, torres, mosteiros e luz espectral, espetacular...
Cartas "avoando" em todo canto na Terra dos Descobridores.
Cintilando como pode.
Cintilando.

Quantas palavras viciantes vagueiam por esse Atlântico.
Viciantes e preciosas.
Tenho parte em cada gota não se esqueça!
Palavras são papoula para escravos do mar, viciados em beleza.

E encontros.
Cartas do Atlântico...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

É por vezes amarela!


É um tanto amarela minha resposta... ao mundo em geral, e não me culpo!
A porr(piii!!!) do teclado wireless tá me deixando louca!
Demorei 34 minutos para digitar míseros pesares iniciais.
A porr(piii!!!) do mundo é mesmo, o mesmo mundo de 34 anos atrás!
Não me culpo, sinto-me aleijada...distante, numa ilha secreta, azul, purissíma...e suficiente.
Ouço o murmulhar dos instantes únicos com o meu Herói.
Tão distante, hoje? Tão ocupado...
Tão surdo, e como Odisseu, atrasado. 
Carregado do cheiro de mar suave nas entranhas...
Em divinas e calmas ondas...
Nada de Penélope posso te oferecer...me esqueça que eu viro monja ou mulher de muito gostos.
Só por um nada de pedra grega, de beleza grega, de vulcão grego,
posso queimar inteira...
Gostos fúteis, gostos de vida, gostos de vento, ao vento...
Quero ser tão fogo quanto Ela!
E tão Rosa, dividida quanto Ela, a outra, Oxum!
Minha Mãe teme mas come Fogo!


Te quero, mesmo nesse mundo que não ignoro!
Mas que com o silêncio tento tocar!


Um ano e meio de silêncio.
Silêncio.
Silêncio Magficuuuuussssss!
Tu dormes com o testículo de fora...
Soberbo dono do mundo.
Portano não fiques bravo comigo...
Eu só tive de presente o choro e o parto dor.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Athena

Por causa da vida de outro

lembrei...

Quis teu cabelo grego dinovo

Preto

Em mim

O mesmo sonho

Teu corpo de fada

Em mim

Mãos, boca, veludo

Em mim

Depois ofegar

Em você

Vesti - lá no vestido de flôr amarela,

Colocar-lhe o colar,

calçá-la com os sapatos de geisha

voltar tua cor Grega-razão...

Um último beijo antes do sol

Acordar!

Fugir.