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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Monstros Não Temem o Desejo...



Cavalos de Fogo
Roçam meus Pelos...
Arvores de Pedra,
Me Ancoram...
Ferozmente Lutam.
no Infinito Desconhecido.
Sou  a Nave Espacial, nas Estrelas Singrando
TODO ESSE PESO, o Arreio...

Alguém Para o Vulcão?
Alguém IMPEDE Lava...
devoro estrelas inteiras
com minha boca de Loba
com meus dentes novos de Tubaroa...
Sou toda Fera e Inconstância.
Me Esgueiro nas Bordas das Cidades...
Das Gentes.
Dos Amores...

Há Sangue nas minhas Pegadas...
Há Espadas em meu Quarto AINDA!
Todo um Imenso e Lindo Deserto.
Não tenho Pressa de Atravessa-lo.
Quero TODO Fogo que ELE Cospe.

Rasgarei o Céu
Pterodáctilo Vermelho-Azul
Meio Lava, Meio Gelo.
Monstros Não Temem o Desejo.
Nem o Mar em Tempestade
Pretendo...
Devorar o Mundo.

domingo, 23 de abril de 2017

Versos Secretos #2

Teus olhos
Não me abandonam
por mais que eu os enterre
com desculpas
culpas
e paralisias
paranóia
e até amor.
Tuas asas enxergo agora.
Queimando.
Sobre meu peito.
Te imagino
em e aos sussurros 
a me engolir.
Adorei o absurdo da tua boca
e do enrolar da tua língua.
Não foram segundos.
Foram garras, foram marcas.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Ruínas?

Serão feitos de tecido teus dedos?
E tua boca, morde vorazmente toda carne branca assim?
O que seríamos nós sem os selfies?
Bruxaria?
Por favor...
Será feita de radiação tua boca?
Tão ridículamente dolorida.
Tesão.
Serão feitos meus dias de quê?
Sarcasmo e rancor.
Eu que me ajoelhei pros teus olhos.
Você se lembra?
Você notou?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Suas crinas

O isqueiro já foi gasto além da metade.
Rádio de interior anuncia preços de sapatos da loja que já conheço.
Ataques de Vento.
Fazem rodopiar a casa
E cavalos abstratos
Azuis.
Carregam o passado.
Nas costas.
Amputam-me dia a dia.
Aguardo.
Se pelo menos sobrar-me os dentes.
Permaneço...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Incandeia

Me queimei longo.
Me queimei duro.
Me queimei Jongo.
Me queimei tudo.
Me despedi da esperança.
E fingi minha fuça.
E como criança esperei você chegar.
Me queimei longo amooor.
Daquelas dores de desesperar.
É o Samba.
Triste, como nunca houve um dia.
Feliz, como nunca pode enquanto ele eu temia.
Agora.
Quero.
Sem hipocrisia.
Rimar Amor.... Amor com Dor.
Sem Filosofia.
Quero fazer música.
Samba.
Poesia.
Quero rimaaar....
Amor com Dor.
Tá na cara!


E Clytemnestra segura o Oxê de Xangô em sua Justiça
Morra Agamenon, morra!
por John Collier

sábado, 26 de novembro de 2016

Césio 137

Caíram minhas pernas débeis.
E meu porto seguro.
E toda a ilusão se esparramou luminosa e mortal.
Césio 137 escorrendo pelas paredes.
A Casa, antes da Água, antes segura.
Me contaminou.
Não há chão para minha existência.
Apenas fina corda bamba.
Carnificinas, atrás de carnificinas.
E minha existência-areia se confundindo com o mundo.
Apocalipse total.
Morreu Fidel.
E isso também já não importa.
Estamos todos já em Ruínas.
Sob escombros.
Enterrados.
Porém vivos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Da Pele, Da Luz, Do Desejo.


Max Beckmann, Beach Landscape, 1904



Rememoro suas palavras.
Ouço viciada sua voz.
Procuro o Tempo e só hoje vejo que ele caminha a frente.
Muito, para quem é toda Água.
Não devo parar por teus Olhos de Além-Mar.
Descanso desajeitada de mim.
Como toda gente que sente um Calor Impossível no Peito.
Simplesmente Calo.
Melhor assim.
Mulher-Redemoinho.
Salobra.
Imprevisível.
Marinha.
Azul.
SalvarSalvar

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Poesia Inacabada

Volubillis - Marrocos

Sei.
Apenas sei.
Por aquilo que me come, reverbera.
Que minha voz grave, grave que sou...
Ecoa quente, ainda e agora, nos seus poros.
Que minha palavra luxuria, ousada que sou,
ainda te levanta os pelos.
Pelo, suor, saliva, uivo.
Sei.
Apenas sei.
Que mesmo sendo teu infinito cheio de concreto.
Estrada a fora.
O meu cheiro de água e jasmim ainda goteja em tuas narinas.
Sei.
Apenas sei.
Que preencho o volumoso quarto do teu passado.
Com indelicada dor.
Com vermelhos que não são meus.
Com palavras de metal...
Sei.
Apenas sei.
Que ainda que luxuria.
Esconde-te de mim.
Por tudo de vil.
Esquece-te de mim.
Mesmo não me devolvendo o mel.
Mesmo não me devolvendo o brio.
A Paz.
És armadilha da armadilha.
Cruel.
Poesia Inacabada.
Beleza sem ponto final.
Saudade que não aconteceu.
Amor que nunca foi meu.



domingo, 8 de maio de 2016

Anjo Carcará


Como pluma, anjo aborrecido senta com os pés na cadeira vermelho sangue.
Anjo?
Assusta-me sua boca engolidora de sonhos.
Assusta-me porque já a quero...
Carcará vaidoso.
Que estufa o peito mas ainda flana, ágil como toda ave de rapina...
Pressinto carnificina.
Minha pele e razão em perigo, meu fígado comido e regenerado...
Um Castigo-Prometeu, de não esquecer jamais teu cheiro de sol.
E cachaça.
E ira.
Anjo Carcará sumiu.
Desapareceu nos Sertões que carrega em seu próprio peito.
E não quer posar pra mim...
Ave mortal.
Deixou a mulher Coruja, sozinha, querendo antropofagia.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Imagina...

Porquê tantos soluços e engasgo...
De ódio.
Solidão.
Dúvida.
Porquê tanta preocupação?

Porquê você quer um rio que corre manso se você pode descer a corredeira todo dia... vivo?
Embarca na Floresta da Lua.
Viaje macio na minha pele
Desça em meus seios
Como rei...

Mas e daí?
Você me deixou na cova.
Aos Leões abandonada.
Sem nunca esquecer meu nome.

Você dorme e sonha comigo...
Negando minha paz.

Acorde.
Acorde.
Homem-Ambar.
Pele-Damasco.

Abra seus olhos e me encare profundo.
Monte-me, sua égua que tenho que ser.

Esqueça o tempo e meça o suor que escorre até nossas bocas.
Puxe meus cabelos, eu puxo os seus...
Segure-me como se eu fosse a última montanha no mundo ante o dilúvio

Di-Lu-Vei-Me.
Veludo.

Di-Lu-Vei-Me.
Vai?

Esperei dias e galáxias inteiras.
Só para você reparar nos meus pelos...
E nada.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Teus sapatos de Gueixa

Macia pele da serpente
Suas escamas ainda estão na minha boca
E na minha doente mente.

Tua Grega-Razão.
Teu perfume ocre.
Teu jeito de andar.

Ontem...
Sim ontem.
Parece que foi ontem de tanta dor que sinto.
Acordei de um pesadelo.

Lembrei logo de seus sapatos de gueixa.
Da obra de arte que é tua existência.

Lembrei dos teus olhos de coruja, 
Cria de Athena que és.

Lembrei da tua voz me pedindo para ficar.

Tudo, tudo.
Tudo tão ontem.

Que coma foi esse que me manteve presa assim à escuridão?
Que vento foi esse que passou?

Não importa.
Teus olhos cintilam em minha memória novamente.
E tua sabedoria...
Reverbera.

terça-feira, 1 de março de 2016

Caos e Solidão!

Você fala de ontem do caos da vida
Você fala de antes do zero partida
Você fale de zêlo quando hei-lo perdido.
Você azul como um blues escondido

Você dá na minha boca
aquele gosto de ácido.
aquele medo de mel.

Você dá na minha boca
aquele gosto amargo
tão amarelo de fel...

Tu, eu, tudo junto...
Tudo igual
Normal

Eu. tu, um sem outro.
Sem encontro.
No breu.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Do barulho do mar

Do barulho do mar,
do doce da lagoa
nasce o mosquito
esquisito que me mordeu
todo prosa e "creído"
Achando que sua existência é maior...
E maior é.
Um bicho que me come.
Um bicho.
Que em mim adormece de dentes cerrados.
Que me enlouquece
Machuca, espanca meu interior.
Sacode meu eu.
Me estremece de tanto horror...
Coisas tão desnecessárias, mentirosa e brutas foram ditas.
Coisas malditas.
Eu não sou mais que um poema.
Trágico, mas bonito.
Saio assim de bico, em bico...
Chutando tudo de raiva, por mais uma vez sair sem nada...
Fazer o quê se eu sou esse lado.
Conto com minha fé.
Tão incômoda ao bendito.
Dito.
Salve...
Que Oxaguiã continue exigindo meu destino.
Que Ogum continue a levar minhas pernas onde eu deva estar.
Que Oxum, doce, doce mãe, continue a me mandar presentes tão ricos.
O meu tudo é viscose, o meu tudo é veludo.
Ouro, conquistas e o mundo todo.
Que seja enfim perpetrado a porra que o destino já fez.
Que o Aion fique claro.
Que minha carne esteja em paz.
Mesmo que ferva, e lute, e vença... 4mg de não quero dizer o quê, nunca vai ser brinquedo não.
Sou bufalo puro.
E tubarão manso. 
E leoa implacável.
Águia pode tudo.
Sou aquilo que lebram meus ancestrais e mais.
Evolução.

Quando vejo Reis e Rainhas dançando comigo, suspiro.

ilustração*by Enki Bilal

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A pele que habito

Franz Von Stuck
Hölle

Há novos ratos no porão.
Sujo e escuro.
Insano e infinito.
Dos meus intestinos.
Meu estômago grita muito mais alto...
Que minha boca sem vergonha.
Ratos roem Roma, romeiros, romãs e romances inteiros.
Ratos obtusos.
Ratos no porão escuro.
Da minha doente mente.
Agora tenho medo do orvalho.
Agora tenho dentes no meu pescoço.
Ratos nos meus pés.
E culpa sufocante.
Na minha pele.
Como diria Almodóvar...
A pele que habito.
Caro é o brilho do sol.
Apolo...
E no fim... ratos roem tudo.

sábado, 5 de setembro de 2015

Tu me fazes um mal necessário


Homem e Mulher
Pablo Picasso, 1929

A nota oficial do meu dia declara que você faz mal...
fazer o quê?
Tem um jegue reclamando aqui fora
e isso é real...
Você faz mal mesmo em que sentido?
O jegue é real!
Deixa-me mais louca?
Mais indecisa?
Mais violenta?
Ele grita sem sentido.
Ou seja... tudo que sou, caso nem queiras...
É o teu corpo que consome...
Tenho ganas infindas...
Porque reclamar?
Nada me deixa mais viva.
E acordada com os pássaros...
Do que a certeza de que você me odeia.
Raivosa e lânguidamente.
Raivosa e deliciosamente.
Venha oportunista.
Farte-se.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Das máscaras e das ágoras... e do inglês medíocre!

I'm so confused...
It's so hard!
It's so ugly!

Tantas máscaras...
Mas pior!
Tanto julgamento.

É tão fácil parecer bom.
É tão fácil parecer certo.
Meia dúzia de conceitos.
Difícil é transgredir.

Mudar!
Se Adaptar!
Reagir!
"Retroceder nunca, render-se jamais!"

Criar é coisa dolorida.

Não há retorno à natureza, nunca haverá.
Somos domesticamente urbanos.

Choro profundamente, ouvindo Jhonny Cash.
Um carro acaba de se arrebentar na "lombada".
Coisa feia...

How can I say?
I'm so tired.
Everything is so cold.
So old.
And that poison... in my vein.
That poison from your skin!
I'm afraid.
I'm in love.
I'm focked!

For ever.
And ever.
Hahaha!




quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

És de invitável beleza

Como um pingo de sol, brilha e queima.
Ilumina.
Enlouquecidamente transforma.
E aquece.
Sua presença na sala...
Bom e vivo filho de Apolo,
enlouquece.
Pan,
desgarrado pedaço de céu.
De carne.
Bem sabem Bernini e Canova.
Quanto da tua pele pode envenenar.
Crescer, crescer, e trair.
Bem sabem aqueles que...
Não resistem a desgarrados pedaços de céu.
Filhos de Apolo.
Reis...


sábado, 6 de dezembro de 2014

Odéssi!

Meu pai? Meu homem? Meu marido?
Odéssi, quem és tú capitan?
Quem se veste de folha e desconfiança?
Quem pergunta mil vezes o quê? 
Arô!
Odéssi, Odé, Odé!
Quem é meu álibi, meu melhor amigo, meu filho e irmão.
Odé paixão minha.
Que preenche meus dias de graça.
Arma sua flecha em mim.
Cabeça, corpo, saliva minha.
Esquece tudo. 
E vem com calma até meus braços.
Prometo não te afogar.
Promete Odéssi, não me errar?
Quero beleza e silêncio.
Quero sua natureza Orixá. 
Folha, Verde e Desconfiança.
Silêncio, verde, silêncio.
Verde.
Desejava palavras cheias de cores, completas.
Mas a beleza também aleija quem sempre verde espirrou...
Palavras completas...
Odé, Odé, Odé!


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Do dia que ganhei um presente.

Tudo ouvi, um pouco acredite, muito dancei. 
Nada mais, além de fogo, vermelho e palavras.
Salve o impensável e o mais bonito cavaleiro que divisei.
Salve esse dia claro! Galo canta, amanhã!
Mesmo que seus cabelos me comam ainda mais como comem seus olhos.
Há poesia... sem forma, carcaça ou figura...
Faz-me esquecer a mim mesma.
Tamanha doçura.
Giganta loucura.
Tudo quis, nada duvidei, muito me fudi...
Morram os marcadores.
Acorda-me meu bem.
Grite e urre e acabe.
Salve nossa paciência obliqua.
Não há porrete contra tamanha doçura.
Salve o vermelho, o fogo e as palavras...
E é claro... você também...

domingo, 13 de julho de 2014

Peace Frog

"There's blood in the streets, it's up to my ankles
She came
There's blood on the streets, it's up to my knee
She came
Blood on the streets in the town of Chicago
She came
Blood on the rise, it's following me
She came about the break of day
She came and then she drove away
Sunlight in her hair

She came
Blood in the streets runs a river of sadness
She came
Blood in the streets it's up to my thigh
She came
Yeah the river runs down the legs of the city
She came
The women are crying red rivers of weepin'

She came into town and then she drove away
Sunlight in her hair
Indians scattered on dawn's highway
Bleeding ghosts crowd
The young child's fragile eggshell mind

Blood in the streets in the town of New Haven
Blood stains the roofs and the palm trees of Venice
Blood in my love in the terrible summer
Bloody red sun of Phantastic L.A.
Blood screams the pain as they chop off her fingers
Blood will be born in the birth of a nation
Blood is the rose of mysterious union

There's blood in the streets, it's up to my ankles
Blood in the streets, it's up to my knee
Blood in the streets in the town of Chicago
Blood on the rise, it's following me"