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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mais

Mais uma vez mais agarras esses teus dedos verdes de olhos em mim.
Sim.
Olhos de madeira clara.
Corpo de deleite negro.
Arco, flecha, eu o alvo, tudo.
Saímos de nossos eixos.
E eu perdida no furacão, só pareço fútil.
Inútil.
Perdão por ignorar seu corpo.
Todos os caminhos...
Não foi também sua medida.
Não és rocha ou madeira.
Mas Fogo imenso.
Fogo Imenso.
E por isso teu cheiro verde
Mato Verde.
Insisto?
Não.

Mais

Mais uma vez mais agarras esses teus dedos verdes de olhos em mim.
Sim.
Olhos de madeira clara.
Corpo de deleite negro.
Arco, flecha, eu o alvo, tudo.
Saímos de nossos eixos.
E eu perdida no furacão, só pareço fútil.
Inútil.
Perdão por ignorar teu corpo.
Todos os caminhos...
Não foi também sua medida.
Não és rocha ou madeira.
Mas Fogo imenso.
Fogo Imenso.
E por isso teu cheiro verde
Mato Verde.
Insisto?
Não.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Para quê?

E de repente o desespero de estar viva bateu profundo.
E minhas pernas sumiram outra vez.
A cabeça coalhou.
E eu não tinha ninguém.
Então caí.
Sono Profundo.
Por dias e dias tombei. 
E sem um pingo de sua voz, a não ser a bêbada que me feriu ainda mais,
então querendo respirar...
Enfiei guitarras elétricas na minha pele.
E raios molhados na minha garganta.
E como múmia cansada a insistir na vida.
Me arrastei pelos paralelepípedos da Cidade Velha.
Esfarrapada e excêntrica.
Sozinha e firme, sem um pingo de lágrima.
E disse a mim mesma, outra vez me curei.
A custa de copos e copos.
E comprimidos para dormir.
Sou toda mesma Selvagem.
Selvagem.
Porque não admitir?
E assim sendo um bicho, tua crueldade tão gratuita, nesta terça tão azul, me assustou...
Faz um calor tão lindo por aqui.
E eu querendo falar com você.
Para quê?