Mostrando postagens com marcador Cão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Para quê?

E de repente o desespero de estar viva bateu profundo.
E minhas pernas sumiram outra vez.
A cabeça coalhou.
E eu não tinha ninguém.
Então caí.
Sono Profundo.
Por dias e dias tombei. 
E sem um pingo de sua voz, a não ser a bêbada que me feriu ainda mais,
então querendo respirar...
Enfiei guitarras elétricas na minha pele.
E raios molhados na minha garganta.
E como múmia cansada a insistir na vida.
Me arrastei pelos paralelepípedos da Cidade Velha.
Esfarrapada e excêntrica.
Sozinha e firme, sem um pingo de lágrima.
E disse a mim mesma, outra vez me curei.
A custa de copos e copos.
E comprimidos para dormir.
Sou toda mesma Selvagem.
Selvagem.
Porque não admitir?
E assim sendo um bicho, tua crueldade tão gratuita, nesta terça tão azul, me assustou...
Faz um calor tão lindo por aqui.
E eu querendo falar com você.
Para quê?



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

##21



Mares Proibidos.
Distâncias infindas...

Eu também sonhei que te via na janela, por todo o vidro...
Só que eu restava nua como sempre. Sem vergonha.
Sem teu vestido preferido, aquele azul que você deu.
Índia...
Teu barco bêbado cheio dos cheiros das mulheres, tantas elas.
Minha casa e peito ansiosos, sem sequer pesar quantos seios foram seus.
Era a boca tão oceânica quanto a minha, o homem com olhos que chegava...
Marrano meu!
Nunca soube que com minha magia, enquanto tua cara pintava,
amarrava tua alma à minha, nem que fosse os olhos teus.
Nem que por tantas vidas, o preço dessa magia, seja só desejar Marrano meu!
Tenho casa, tenho vidro, tenho madeira e fogo com o qual estou bem acostumada.
Índia... 
Mas quanto a você só posso gritar por teu regresso.
Quiçá um dia seguir tua embarcação.
Teu refúgio, outros Mares, é ladrão de nós...
Nós. 
Impossíveis e belos que somos.
Ladrão cruel, ladrão certeiro, ladrão insano!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010