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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Abismo.


Como sobreviver à massa cinza que o envolve?
Apoderando-se de todos nós.

Como sobreviver à massa “acastanhada” que o come?
Come o ancião tão trinta e cinco ainda.

Como sobreviver à massa cinza que engole o tempo?
Cronos cruel, ensandecido e muito, muito mais faminto.

Como sobreviver à massa buraco-negro do próprio universo?
Constelações se apagando.
Escuridão.

Como sobreviver quando se ama?

Como poetar?

sábado, 4 de julho de 2009

Aí!

As Parcas



que Solidão
branca, insípida...
desnecessária realmente.

é minha opinião.

só porque decidi não pontuar, nem ligar, nem sofrer.

minha conclusão.

que Solidão
muda, sem cheiro...inodora!
dura pra chuchu (xuxu?)

é minha paga.

só porque decidi não excluir, cada erro da língua.

minha conclusão.

que Solidão
chiclete-sem-gosto...
moderna pedra de Sísifo

minha, só minha.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Orgulho Minoano.

Aquela palmeira que via da minha janela,na infância,
já não zune mais em pétalas.
Não há paz.

Por quê não há nenhum Goya em minha galeria?
Goya que primeiro amei.
É preciso inverno...

Ardente Minotauro.
O impulso em mim.

Não há paz.
E Goya não é um Bode Cristão!

Touro pagão.
Tauromaquia.
Homem x Verdade.