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sábado, 14 de março de 2015

terça-feira, 29 de abril de 2014

Algo de melancolia

Chuva mansa em áreas tropicais, dão uma certa inquietação.
Inquietação melancólica, agito de melancolia.
O megafone instalado em frente de casa ainda cospe as propagandas de sempre mas...
A tarde cai vertiginosamente no céu chumbo-cinza.
Não há como evitar certa lassidão.
A água e a mata selvagem dentro de mim geram monstros.
Monstros e mais monstros, além da fome que sinto nos meses de abril.
Discrepância outonal?
Ventos malignos?
Ou esquizofrenia?
"Agitos" vários nas redes sociais.
Uns macacos, outros não, outros sem saber como acabar com todo podre preconceito do mundo...
E nada de surgir uma linhazinha "social" por estas bandas.
Nunca serei um Neruda.
Nem Rilke, nem Clarice, nem Keats...
A noite chega e os morcegos que moram em casa também.
E ainda a sensação de dissonância entre meu coração de fogo e minha úmida cabeça.
Alagada.
Molhada de dúvidas.
   

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bogotá será um exílio para mim?

Não durmo sentindo Bogotá chamando por mim...
Algo verde, mata selvagem.
Algo fresco.
E silêncioso.
Vou comer porcarias,
Vagar pela cidade.
Beber e beber num chocante ato de niilismo.
Talvez até esquecer de tudo um pouco... Bogotá.
Gemendo cansada  no fundo da sala.
Procurando a boca.
Que me alimenta e mata.
Permaneço acordada em vão.
Gaivota perdoada.
Sempre apaixonada.
Bogotá será um exílio para mim?
Ou mais um destino de solidão.
Destino!
Algo mata, verde selvagem...
Algo água?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Para indagar?

Tudo no escuro é muito escuro, o breu é muito breu, piche indecifrável, so...


Put The Blame On Mame, 
Gilda, 1946

sábado, 17 de março de 2012

É sim verdade

Que doce obsessão é essa que nos inunda quente?
Que louca obsessão nos inunda sempre.

Você aí.
Eu aqui.

Sempre a conhecer-nos, sempre evitando sermos amantes...
Sempre amigos.
Nem que se caguem brigas, muitas brigas...

Somos mesmice e prego.
E lava cinza.
Somos tudo e tudo ao mesmo tempo.
Como sempre dissemos...
Que se foda a piedade.
Que se foda a piedade intelectual...
E, é claro, toda e qualquer noção de tempo...

sábado, 19 de novembro de 2011

É sábado na Bahia da Píton #1

Arde novamente em mim o desejo...
O desejo de nada ser, sendo lastimávelmente alguém com um passado.

Queria pagar minhas dívidas, mas como um Ulisses pós-moderno, pós-feminista....
Devo atravessar Poseidon, gigante e invariável.
Sem Penélope no fim do caminho, nem manta, nem reino, nem nada.

Grande o homem sem passado.
Como um pássaro.
Me leve, ridículo, homem-pássaro!
Me leve pássaro!

domingo, 25 de abril de 2010

Vaidade #2

Eu não quero parecer piegas, meu Deus do céu em absoluto! Nem demonstrar grande erudição ou sensibilidade da alma, essa última entendida como, digamos, "delicadeza". Sim, meus caros e raros , eu sinto e muito, mas, esclareço, não é só "delicadeza" que sinto. Além do mais, é sabido, tenho uma relação de amor e ódio com a Portuguesa. Fera de cabelos negros.  Revoltos! Não a domino, pelo contrário, ela sempre me trai, mas como em todo caso desse tipo, traí eu ela também e antes, quando não pude à sua beleza dar forma e vazão.

É o que quero dizer é desculpe-me! Se os aborreço com tamanha melação é porque a melação me agarrou, senão, não.

Ser poesia não é só comoção romântica, nem heroísmo conveniente.
Ser poesia é ser um pouco podre também.
Eu não quero parecer piegas, mas às vezes pareço, e daí?
Eu não quero errar e despi-la mas às vezes o faço, e agora?
Eu não quero parecer bruta, mas é inevitável!!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Dadaísmo



O sussurro do sapo é espetacular.
Por quê?

Porque quero.

A sombra deve ser espetacular também.
Porque sou.

Sombra de uma ventania passada.
Pasárgada?

Ecos de nada mesmo.
Audição.
Adição.

Som, som, som...

Onde estou?
Então!

Perdida entre espelhos.
E nos teus pêlos.
Cheiro, saliva, boca, mordida.
Pasárgada?
Não!

Tempestade aprisionada, ouvindo sussurro do sapo, enquanto ecos de nada afetam sua audição perdida.
Onde estou?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

2010

Tua boca não vomita mais poesia
eu sequer a beijei...
eu sequer provei.

é demais querer uma boca de vento...
fugaz em demasia e sem nada, nada mesmo por dentro?

(deixar a rima pra interrogação, não?) hehehe

papo de blog poético.


Não ético, não ético, não ético, piuiiiiiii!!!!!


- Sim querida é demais querer uma boca de vento quando você sabe que o silêncio é o silêncio...

Amo sempre o impossível.


O celular avisou,
eles já vêm e vêem!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Simples assim.

Simples assim.

Queria deitar uma poesia,
em mim.
Com dedos.
Estrelar tudo.
Gozar profundo...
Despejar o quê "me gusta"...
Inteira.
Âmago com gosto de sangue corrente.
Salgado cheiro de sexo.
E ferro do Vermelho.
Ferro do Vermelho que faz a narina recuar.
Instinto que palpita tudo.
E explode.
Explode num desmanchar de água.

Simples assim.
A idéia.
Ela pode me ter.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Depressão


Nonchaloir - 1911
John Singer Sargent


Eu queria deixar de ser esse papel em branco,
deixar de ser essa depressão...
essa falta de vontade de tudo e esse choramingo ridículo!


Eu queria deixar de ser eu mesma um pouco,

deixar essa roupa de lado e vibrar entorpecida como a maioria em um jogo de futebol.

Eu queria não querer ser eterna e ser assassinada logo...
Ser simples e chula (não a dança, o feminino de chulo mesmo!).
Zumbi como o resto dos serenos "comedores de pizza" que vejo da minha janela.

Eu queria pelo menos pintar os "comedores de pizza".

Eu queria não precisar daqueles "estímulos" pra suportar a dor,
mas hoje em casa sozinha ficou claro para mim, eu preciso!


Eu queria ser modesta e nunca mais cobrir as unhas de vermelho.

Eu queria ter a coragem de ter um filho e não ser mais unicelular.


Eu queria não gostar tanto de rum, porque afinal não nasci pirata,
mas estou presa em casa, com um cálice de bebida doce, por ser "apaixonada" em demasia.


Todo mundo quer ser igual.


Mas eu, eu quero ser no mínimo Van Gogh.


Van Gogh sem cortar uma orelha, é claro!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ele parece fraco...

Davi e Golias
Edgard Degas

depois forte, e novamente fraco.
ele é mais humano...
terrivelmente cruel portanto.
apaixonante.

domingo, 26 de julho de 2009

Eu quero um blog bipolar!

Tripolar.
Quadri
polar.
Enfim...
N-polar.

Mas o negócio tá bravo...
Tá difícil rir e quebar tudo! Esquecer e até cagar pros outros tá difícil.

Tudo é urgente e doi!

O negócio tá bravo!

O fato é que na bagunça, perdi meu charme!

Nem vejo mais Dioníso.
Vênus, aquela vadia... passa longe!
Enquanto o velho Saturno lambe meus dedos dos pés, hambriento, desejoso.

Oh! Fortuna! (Oh! Que Porra!)

Apolo me cega, carniceeiiiro, vingaatiiiivo...
me faz olhar direto pra ele...

Detendo-me.
Grilhões de realidade.

sábado, 30 de maio de 2009

Tango

Amazona Ferida
Franz Von Stuck


O piano que chora em Paris-Texas, tango novo, Gotan Project

me lembra você...

Mon Die na voz de Edith Piaf

me lembra você...

As horas passam...

Você, você, você!!!!

Na minha cabeça sempre o sussurro...

Você!

És representação animada da robusta senhora Insanidade...

que me cavalga!

Triunfante.

Loucamente.

Carne e osso de um delírio.

Nuvem.

Névoa.

Poeira, ilusão.

Não existes!

Não existes!

Aquele que desejo...

Aquele que necessito...

Aquele que me ama, não existe!

Poeira.

Nuvem.

Névoa, ilusão.

Você, você, você!!!!

Me reconhecerá um dia?

Serei um dia por ti... arrebatada?

Um outro tango no ar...

Quando não se faz poesia

É preciso dormir!

Quando tu te ausentas...

É preciso dormir!

Vinicius me embala:

Pergunte pro seu Orixá o amor só é

bom se doer

Vai, vai, vai, vai


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sono e Vigília

Batsheba, 1912
Franz Von Stuck


"O fogo da tempestade

invade minha cama

enquanto sonho

me faz suar de medo

Quanto medo

e mar.

E desejo!

Para uma noite que é mesma.

Para dita noite... há tanto vazia.

Seria teu meu suor? Ou da palavra vadia?

Seria tua essa pulsão que me percorre tudo?

Que me suspende.

Que me ressucita antes que os escombros existam?

Que me provoca, sem vergonha, de dentro da jaula?

Não! Não!

É dela, a vadia!

Palavra vício!

Daquela puta também minha