Passar meus olhos por estepes, secas, pinheiros, mangues, manadas...E escrever?
Praças, casas, ruas, avenidas e tendas...
Tomei um chá de hortelã com um rapaz marroquino numa casa de especiarias,
e foi o cheiro dele que ficou, apesar de todas as outras incandescentes notas!
Não posso, nem consigo falar das flores!
Essa, é beleza que introduzo em mim pelos poros, pelos brônquios, pela visão...
Ao contrário, falo daquilo que não absorvo por completo.
Você, seu calor, sua pele de seda comestível.
Falo da beleza dos gregos,
daquela perigosa e que exige oferendas.
Falo do que não posso tocar,
porque tudo que toco, acaba virando meu.
Recordo do teu cabelo escuro e das tuas mãos pequenas,
cheias de pressa e fuga.
E também... dos nossos narizes nas nuvens!
Kkkkk!
Nas nuvens!
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
É sábado na Bahia da Píton #1
Arde novamente em mim o desejo...
O desejo de nada ser, sendo lastimávelmente alguém com um passado.
Queria pagar minhas dívidas, mas como um Ulisses pós-moderno, pós-feminista....
Devo atravessar Poseidon, gigante e invariável.
Sem Penélope no fim do caminho, nem manta, nem reino, nem nada.
Grande o homem sem passado.
Como um pássaro.
Me leve, ridículo, homem-pássaro!
Me leve pássaro!
O desejo de nada ser, sendo lastimávelmente alguém com um passado.
Queria pagar minhas dívidas, mas como um Ulisses pós-moderno, pós-feminista....
Devo atravessar Poseidon, gigante e invariável.
Sem Penélope no fim do caminho, nem manta, nem reino, nem nada.
Grande o homem sem passado.
Como um pássaro.
Me leve, ridículo, homem-pássaro!
Me leve pássaro!
Fogueiro!
Como te queria em minha cama agora...E pensando bem, não é bem na cama que te quero agora, mas em mim!
Volumoso, preênchendo tudo.
Como te queria em mim agora...
E sentindo bem, não é bem dentro que te quero sempre...
Mas em arrancadas, dentro e fora!
Como te queria me sufocando...
Me enchendo de gemidos e uivos que nem Ginsberg entenderia, quereria talvez...
Poderoso como sempre, com sua voz e boca.
Dentro e fora!
Dentro e fora!
Como te queria...
Pelo menos perto...
Para sentir teu cheiro de canela-Gabriela.
Cor de crepúsculo.
Índio-estrangeiro.
Fogueiro.
Onde estás?
Onde estás que não responde?
Volumoso, preênchendo tudo.
Como te queria em mim agora...
E sentindo bem, não é bem dentro que te quero sempre...
Mas em arrancadas, dentro e fora!
Como te queria me sufocando...
Me enchendo de gemidos e uivos que nem Ginsberg entenderia, quereria talvez...
Poderoso como sempre, com sua voz e boca.
Dentro e fora!
Dentro e fora!
Como te queria...
Pelo menos perto...
Para sentir teu cheiro de canela-Gabriela.
Cor de crepúsculo.
Índio-estrangeiro.
Fogueiro.
Onde estás?
Onde estás que não responde?
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Atlântico para sempre.
Atravessar mais uma vez o implacável oceano,
e cair em Terras Ancestrais.
Minha voz ecoando, Eva curiosa que sou...
Entre dólmens, castelos, torres, mosteiros e luz espectral, espetacular...
Cartas "avoando" em todo canto na Terra dos Descobridores.
Cintilando como pode.
Cintilando.
Quantas palavras viciantes vagueiam por esse Atlântico.
Viciantes e preciosas.
Tenho parte em cada gota não se esqueça!
Palavras são papoula para escravos do mar, viciados em beleza.
E encontros.
Cartas do Atlântico...
e cair em Terras Ancestrais.
Minha voz ecoando, Eva curiosa que sou...
Entre dólmens, castelos, torres, mosteiros e luz espectral, espetacular...
Cartas "avoando" em todo canto na Terra dos Descobridores.
Cintilando como pode.
Cintilando.
Quantas palavras viciantes vagueiam por esse Atlântico.
Viciantes e preciosas.
Tenho parte em cada gota não se esqueça!
Palavras são papoula para escravos do mar, viciados em beleza.
E encontros.
Cartas do Atlântico...
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Desejo
Faço poemas às 06:00 horas da manhã de um sábado para você sem perceber.
Lembro do teu cheiro e da quantidade de pêlos do teu antebraço.
E da luz que atravessou teu rosto quando vinhas em minha direção naquele inverno.
Foi nesse dia que eu soube que tua boca me perseguiria para todo sempre.
E, é claro, o gosto que nunca senti dela.
Adormeço e acordo todo dia sem qualquer perpectiva de esquecer da tua eletricidade.
Foi o betume dos teus olhos que me cobriu de aveludada memória.
Não importa o entorpecente que eu use.
Tua pele como creme de chocolate que fala gritando para o meu corpo todo.
Que sucumbe malicioso dominando a razão e o tempo.
Faço poemas às 06:00 horas da manhã de um sábado para você sem perceber.
Porque graças ao meu corpo que resolveu vir ao mundo para sentir tanto, mais tanto!
Tudo em você está comigo a hora que decido.
Embora nunca possa decidir quando dissipar o desejo.
Lembro do teu cheiro e da quantidade de pêlos do teu antebraço.
E da luz que atravessou teu rosto quando vinhas em minha direção naquele inverno.
Foi nesse dia que eu soube que tua boca me perseguiria para todo sempre.
E, é claro, o gosto que nunca senti dela.
Adormeço e acordo todo dia sem qualquer perpectiva de esquecer da tua eletricidade.
Foi o betume dos teus olhos que me cobriu de aveludada memória.
Não importa o entorpecente que eu use.
Tua pele como creme de chocolate que fala gritando para o meu corpo todo.
Que sucumbe malicioso dominando a razão e o tempo.
Faço poemas às 06:00 horas da manhã de um sábado para você sem perceber.
Porque graças ao meu corpo que resolveu vir ao mundo para sentir tanto, mais tanto!
Tudo em você está comigo a hora que decido.
Embora nunca possa decidir quando dissipar o desejo.
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Derivando à deriva, parte 1.
Não podes me cutucar sequer uma cutícula...
Não és sequer mais que algo branco e pálido.
Tecido morto, nada mais.
Tantas palavras inutéis e impensadas.
Tanta ofensa de minha parte.
Sou papoula e tudo, como as idéias que me povoam.
Corroem.
Carne e pólvora de festa.
Sou um micróbio excitado com tanta novidade.
Alegre, curioso.
Deixem-me vagar por suas bibliotecas.
Púrpura e tecido morto.Com cheiro de lavanda, nada mais.
Papôulas são para reis ou sacerdotes e eu...
Eu...
Sou apenas carne-papôula e púrpura-sede.
Sem grandezas de mil homens.
Deixe-me vagar pela Terra
Doce homem comum.
E pelo corpo da Terra e por tudo.
Sou pássaro ancestral!
Livre.
Não és sequer mais que algo branco e pálido.
Tecido morto, nada mais.
Tantas palavras inutéis e impensadas.
Tanta ofensa de minha parte.
Sou papoula e tudo, como as idéias que me povoam.
Corroem.
Carne e pólvora de festa.
Sou um micróbio excitado com tanta novidade.
Alegre, curioso.
Deixem-me vagar por suas bibliotecas.
Púrpura e tecido morto.Com cheiro de lavanda, nada mais.
Papôulas são para reis ou sacerdotes e eu...
Eu...
Sou apenas carne-papôula e púrpura-sede.
Sem grandezas de mil homens.
Deixe-me vagar pela Terra
Doce homem comum.
E pelo corpo da Terra e por tudo.
Sou pássaro ancestral!
Livre.
domingo, 4 de setembro de 2011
À mulher do pano branco.
À mulher do pano branco.
Àquela que ontem e sempre sacudiu tudo.
À filha do Homem!
Que do mar fez calmaria.
E do grosso casco do crustáceo, limo que queime a pele...
Veste seus braços de renda morta
E de alga viva.
Carrega nas mãos, as pérolas de todos...
Não é da Mãe que falo, mas do Pai em filha.
Que todos os deuses pais uranianos me perdoem.
Ela me rende com seus pés de rosa.
Na minha boca, no meu dorso, nos meus pelos e em tudo.
Que todos os deuses pais uranianos me perdoem.
Logo eu...que chorei no muro maior, da minha gente mais triste.
Te quero dama branca,mais que tudo!!!
E abandono tudo por tua saliva!
Somente por tua saliva!
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