quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Capenga!

Te amo meu eterno amigo.
Adeus.
Saiba que é você que habita cada inspirar e respirar meu.
Sinto falta de lhe dar remédio, um banho de última hora, etc., mesmo que fosse um saco não ser livre.
No entanto, o meu coração é todo seu.
Saudades amigo.
Foi para o hospital.
Pensei que voltarias novamente para casa, com aquela cara sacana sua.
Mas até nisso nos separamos, você lá e aqui eu.
Adeus meu amor.
Meu príncipe.
Meu lindo cachorrinho.
Adeus doce carinho.
Te encontro no céu dos cachorros.
É para lá que vão me mandar.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Fogo que purifica tudo!



Fogo, fogo!
Fogo que purifica tudo,
que lambe tudo.
Sobe pelas minhas pernas que antes eu achava tão mortas.
Queime, queime...
Labareda, quero me banhar...
Labareda sim.
Fogo, rogo-lhe que lamba minhas costas novamente. 
E me faça dormir com um sorriso.
Mãos que me derreteram.
Voltem.
Fogo divino que transforma tudo impetuoso.
Fogo, traga-me seus vapores.
Embala tua pitonisa...
E me queimando, faça-me novamente sonhar.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma das vermelhas coisas que você me deu....

Fúgida.
Garrida.
Tão vermelha e parecida comigo que nem deu...
Não deu  para eu entender o porquê das situações limites de nossa existênica.
Já sei que não é a morte porque conto aqui, então?
Será a dúvida.
A desilusão.
"...o canoeiro puxa,  puxa a rede no mar....
Ô canoeiro puxa a rede no mar...."Costume, cortume...
Quis um pedaço seu.
Tão "sangue " e "navaja", cuanto lo QUIZO.
Então teus olhos...
O cheiro de prazer.
Fue.
O meu coração em silencio
Obscuro te aguarda.
Para sempre???????????????

No sabemos el final....
Siguimos entonces...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bogotá será um exílio para mim?

Não durmo sentindo Bogotá chamando por mim...
Algo verde, mata selvagem.
Algo fresco.
E silêncioso.
Vou comer porcarias,
Vagar pela cidade.
Beber e beber num chocante ato de niilismo.
Talvez até esquecer de tudo um pouco... Bogotá.
Gemendo cansada  no fundo da sala.
Procurando a boca.
Que me alimenta e mata.
Permaneço acordada em vão.
Gaivota perdoada.
Sempre apaixonada.
Bogotá será um exílio para mim?
Ou mais um destino de solidão.
Destino!
Algo mata, verde selvagem...
Algo água?

sábado, 30 de novembro de 2013

Desejo e Sofrimento

Franz Von Stuck - Lúcifer.

Na tela de meu desejo.
Quero inteira, quero....
Não mais pecar.
Mas sou humana.
Brilhante e rapadura.
Tudo charco.
Tudo mole.
Tudo nu.

Na tela obscura e pequenina....
Quero desejo, inteira.
Não mais temer.
Brilhante, farinha e rapadura.
Tudo duro.
Tudo seco.
Tudo cru.

Na tela de meu imenso desejo...
Quero esquecer, desejo!
Não mais querer.
Nenhum, nada, ninguém.
Esquecer.
E esquecer, esquecer.
Tudo incerto.
Tudo puro.
Belo.

Queimem-me fogos de artifícios.
Queimem amém.
Mar, rio, terra, tudo.
Belo, cru
Ou nudo.

Queimem-me.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eres

Tu eres mi corazón, mi razón, mi polucion, donde estavas cuando la muerte me llevó, donde estavas cuando lloré otro día, donde estás ahora corazón? En otro continente, lejos de Bahia, donde estás mi amor? Las cervezas son pocas, la lluvia es mucha y hay fastasmas de todos os lados... Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola! Estoy sola y nadie estás...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia 07 de Março de 2013

É dia 07 de março de 2013.
Sou dia 07 e março.
Sou encontro e Sol e carne queimada pelo Sol. 
Apolo tão Oriente a me remediar.
Sol, Apolo, Luz... a me preencher em todas entranhas antes podridas
Amor, calor, Cachoeira da Bahia toda em mim.
Troco pele gigante, Pythía.
Mudo das florestas beira-Pólis...
Dioníso.
Sou novamente Terra e Água.
Sou viva.