Acordo bem.
Até sorrio.
O café pula pelo fogão, pia e chão.
Não sobra nada para mim.
Vou pro banho que dói de tão geladão.
Tento sair.
Chove mais uma vez.
Chove na minha roupa e na minha cozinha também.
A visita levou o guarda-chuva que já não era meu.
É meu destino.
Espero uma chamada pelo Skype.
É meu destino.
O "sábado" aperta meu juízo.
O Buchanan's rejeitado ontem, chora na estante... chama!
Aprendo quem é Louis Calaferte com minha amiga Marie.
Não acho nada dele em português.
Lamento por todas as línguas que nunca terminei de aprender.
Minha cabeça voa.
A chuva já é muita.
São os redemoinhos do meu corpo a tentar domar a água que me consome.
Aquele desespero claustrofóbico que me assombra pega agudo!
Segundo gelados me fazem pensar:
O que vou fazer com meu coração selvagem?
Onde vou pousá-lo durante a chuva?
Precipito-me.
O desespero me empurra.
Vou lá fora chover também!
sábado, 16 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Das máscaras e das ágoras... e do inglês medíocre!
I'm so confused...
It's so hard!
It's so ugly!
Tantas máscaras...
Mas pior!
Tanto julgamento.
É tão fácil parecer bom.
É tão fácil parecer certo.
Meia dúzia de conceitos.
Difícil é transgredir.
Mudar!
Se Adaptar!
Reagir!
"Retroceder nunca, render-se jamais!"
Criar é coisa dolorida.
Não há retorno à natureza, nunca haverá.
Somos domesticamente urbanos.
Choro profundamente, ouvindo Jhonny Cash.
Um carro acaba de se arrebentar na "lombada".
Coisa feia...
How can I say?
I'm so tired.
Everything is so cold.
So old.
And that poison... in my vein.
That poison from your skin!
I'm afraid.
I'm in love.
I'm focked!
For ever.
And ever.
Hahaha!
It's so hard!
It's so ugly!
Tantas máscaras...
Mas pior!
Tanto julgamento.
É tão fácil parecer bom.
É tão fácil parecer certo.
Meia dúzia de conceitos.
Difícil é transgredir.
Mudar!
Se Adaptar!
Reagir!
"Retroceder nunca, render-se jamais!"
Criar é coisa dolorida.
Não há retorno à natureza, nunca haverá.
Somos domesticamente urbanos.
Choro profundamente, ouvindo Jhonny Cash.
Um carro acaba de se arrebentar na "lombada".
Coisa feia...
How can I say?
I'm so tired.
Everything is so cold.
So old.
And that poison... in my vein.
That poison from your skin!
I'm afraid.
I'm in love.
I'm focked!
For ever.
And ever.
Hahaha!
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
Estonteante fome, áspera e cruel
"Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!
E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas...
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas..."
Frémito do meu corpo, Florbela Espanca.
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!
E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas...
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas..."
Frémito do meu corpo, Florbela Espanca.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
Mar grande
Mar grande à vista.
Olas y más olas.
É o mar que me confunde.
O som.
A batida e explosão.
Eu que sempre fui tão líquida.
Tão salgada quanto doce.
Até em chuva...
Ácida de Cubatão.
Eu que fui tão barco, tão porto, tanta solidão.
Hoje sou mata-selvagem.
Aprisionada em tons de verde.
Entre troncos, madeira e aranhas.
Pássaro capturado.
Tão perto do mar novamente.
Tão longe da razão.
Dioniso exigindo sua bacante.
Apolo renegando sua pitonisa.
O destino que nunca é o que queremos.
É a noite que me possui todos os dias.
24 horas.
Mata-selvagem.
Escura, indecifrável e quente.
Semi-selva.
Ainda sou a água que te constitui...
Vou escapar.
Sempre vou escapar.
Pássaro rebelde.
Tão disposto ao céu.
À vida.
Mar grande à vista.
Céu...
Olas y más olas.
É o mar que me confunde.
O som.
A batida e explosão.
Eu que sempre fui tão líquida.
Tão salgada quanto doce.
Até em chuva...
Ácida de Cubatão.
Eu que fui tão barco, tão porto, tanta solidão.
Hoje sou mata-selvagem.
Aprisionada em tons de verde.
Entre troncos, madeira e aranhas.
Pássaro capturado.
Tão perto do mar novamente.
Tão longe da razão.
Dioniso exigindo sua bacante.
Apolo renegando sua pitonisa.
O destino que nunca é o que queremos.
É a noite que me possui todos os dias.
24 horas.
Mata-selvagem.
Escura, indecifrável e quente.
Semi-selva.
Ainda sou a água que te constitui...
Vou escapar.
Sempre vou escapar.
Pássaro rebelde.
Tão disposto ao céu.
À vida.
Mar grande à vista.
Céu...
domingo, 22 de março de 2015
A verdade é sempre piegas!
Acordei tarde.
E dei de cara com minha verdade piegas.
Sou mais um número horrendo.
A matemática afinal.
Volto a querer que tua beleza volte ao inferno donde veio.
Afinal...
Sou mais um número horrendo.
Totalmente abandonada,
com minha natureza selvagem.
E dormi muito.
E voltei a ter pesadelos com água.
Ela me cercando toda.
Todos me assistiam morrer.
Afogada.
E a água tinha gosto de gasolina.
Era fogo.
Era você e um pouco de mim.
Afinal.
Quero é restar pedra e voltar a não sonhar e esquecer dessas tantas palavras.
sábado, 14 de março de 2015
No último minuto!
Nesse baile de máscaras, todas mágicas, não podia faltar o absurdo de você faltar.
Tens a alma mesquinha, não me deu nenhum pedacinho de você.
Essa porcaria de poesia é recorrente e cruel e você não devia me deixar tão entediada.
O tédio é praticamente ilegal nos dias de hoje.
Apostei tão errado na missão de viver um cadinho na tua mata-selvagem.
Queria sua mata-selvagem, mas vi que acabaram as chances e elas nunca nem foram assim tão verdadeiras.
Queria somente seguir, por maiores que fossem os precipícios, sem nunca mais esquecer e dormir.
A vida é doce e curta.
A vida é imediatamente viver.
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