Será a minha comida...
Tenho uma fome horrenda, pythía...
Bob Marley na porta com One Love, aliás que sorte a minha, e eu só penso em matar o Leão.
Morra Leão, morra!
Pare de devorar minhas entranhas aos pouquinhos.
Mate-me se for capaz...
Ou vá logo embora com sua juba ao vento.
Corra para seu deserto.
Uma, umazinha.
De agora em diante será um linha que seja, por dia.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Vou morrer de ouvir pagode de corno obrigada!
Domingão.
Eu pensando que utilidade teria o amor afinal?
E, de repente o batidão invade minha casa inteira e a minha concentração...
Poluição sonora, mais pesada que o ruído da contemporaneidade.
Rodas, buzinas, vozes de multidão, esta última não necessariamente aconteceria em São Paulo...
Sinto falta de toda essa solidão quando me sinto traída.
Aqui tudo parece carinho, é quente o tempo todo.
Mas a Bahia tem também suas trevas, regadas a leite de coco é bem verdade.
Foi embora o pagodão, minha vontade falou mais alto.
Volto ao trabalho...
Porque tristeza, ainda que tenha que ser dita, não pode ser alimentada.
Eu pensando que utilidade teria o amor afinal?
E, de repente o batidão invade minha casa inteira e a minha concentração...
Poluição sonora, mais pesada que o ruído da contemporaneidade.
Rodas, buzinas, vozes de multidão, esta última não necessariamente aconteceria em São Paulo...
Sinto falta de toda essa solidão quando me sinto traída.
Aqui tudo parece carinho, é quente o tempo todo.
Mas a Bahia tem também suas trevas, regadas a leite de coco é bem verdade.
Foi embora o pagodão, minha vontade falou mais alto.
Volto ao trabalho...
Porque tristeza, ainda que tenha que ser dita, não pode ser alimentada.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Dor
A dor é tanta agora que não consigo terminar as frases.
Todo o meu ser dói só de pensar o que pode estar acontecendo a você.
É uma droga e parece que estou viciada.
Temo quebrar o ciclo, dói também pensar nisso
Dói, dói, dói...
Somos, meu caro, ambos escrotos.
Mas merecemos mesmo toda essa dor?
Todo o meu ser dói só de pensar o que pode estar acontecendo a você.
É uma droga e parece que estou viciada.
Temo quebrar o ciclo, dói também pensar nisso
Dói, dói, dói...
Somos, meu caro, ambos escrotos.
Mas merecemos mesmo toda essa dor?
sábado, 29 de março de 2014
Queria!
Queria ter todas as poesias do mundo para esfregar na tua cara.
Cara-de-pau.
Com traço, com tudo...
Queria te machucar.
Queria bater até te deixar mudo.
Queria coisas horrorosas e incríveis com você.
Mas provavelmente você não terá "tempo" nem de saber...
Enfim, envio-lhe a postagem e você finge não ver.
Queria, não amar.
Nem ter um blog...
Para não passar o ridículo.
Queria... fazer o quê?
Desejo mais gostoso é o absurdo...
Queria você!
Cara-de-pau.
Com traço, com tudo...
Queria te machucar.
Queria bater até te deixar mudo.
Queria coisas horrorosas e incríveis com você.
Mas provavelmente você não terá "tempo" nem de saber...
Enfim, envio-lhe a postagem e você finge não ver.
Queria, não amar.
Nem ter um blog...
Para não passar o ridículo.
Queria... fazer o quê?
Desejo mais gostoso é o absurdo...
Queria você!
terça-feira, 25 de março de 2014
Bright Star
"Bright star, would I were stedfast as thou art –
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors –
No – yet still stedfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever – or else swoon in death."
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors –
No – yet still stedfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever – or else swoon in death."
John
Keats, 1819
segunda-feira, 24 de março de 2014
Na cama, na lama...
Ontem cortei meus cabelos por você...
Joguei-os ao chão.
Deixei tudo cair.
Rolei na lama sob o batidão do meu coração.
Que possuído arrastou mesa e cadeiras.
Cervejas e pessoas.
Limpeza e dignidade.
Ontem cortei meus cabelos quando voei rápido atrás do seu carro...
Quase quebrei o meu braço no seu vidro.
E quis rasgar sua camisa...
Queria arrancar os seus olhos para tapar os meus...
Mas não adiantaria.
Já não vou mais esquecer que você declina e declina da minha companhia.
Ontem eu cortei meus cabelos quando gritei alto com as falenas: - Eu pago!
Joguei-me inteira no chão.
Deixei que soubessem da minha dor de mulher-solidão.
Ontem foi ontem e hoje eu deixei o sol bem me queimar, para dizer que estou viva.
Ontem cortei meus cabelos, hoje, cresço.
Joguei-os ao chão.
Deixei tudo cair.
Rolei na lama sob o batidão do meu coração.
Que possuído arrastou mesa e cadeiras.
Cervejas e pessoas.
Limpeza e dignidade.
Ontem cortei meus cabelos quando voei rápido atrás do seu carro...
Quase quebrei o meu braço no seu vidro.
E quis rasgar sua camisa...
Queria arrancar os seus olhos para tapar os meus...
Mas não adiantaria.
Já não vou mais esquecer que você declina e declina da minha companhia.
Ontem eu cortei meus cabelos quando gritei alto com as falenas: - Eu pago!
Joguei-me inteira no chão.
Deixei que soubessem da minha dor de mulher-solidão.
Ontem foi ontem e hoje eu deixei o sol bem me queimar, para dizer que estou viva.
Ontem cortei meus cabelos, hoje, cresço.
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