sábado, 29 de março de 2014

Porque eu não consigo ser altruísta com as palavras...

Egoísmo?

Queria!

Queria ter todas as poesias do mundo para esfregar na tua cara.
Cara-de-pau. 
Com traço, com tudo...
Queria te machucar.
Queria bater até te deixar mudo.
Queria coisas horrorosas e incríveis com você.
Mas provavelmente você não terá "tempo" nem de saber...
Enfim, envio-lhe a postagem e você finge não ver.
Queria, não amar.
Nem ter um blog...
Para não passar o ridículo.
Queria... fazer o quê?
Desejo mais gostoso é o absurdo...
Queria você!

terça-feira, 25 de março de 2014

Bright Star



"Bright star, would I were stedfast as thou art –
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors –
No – yet still stedfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever – or else swoon in death."

John Keats, 1819

segunda-feira, 24 de março de 2014

Na cama, na lama...

Ontem cortei meus cabelos por você...
Joguei-os ao chão.
Deixei tudo cair.
Rolei na lama sob o batidão do meu coração.
Que possuído arrastou mesa e cadeiras.
Cervejas e pessoas.
Limpeza e dignidade.
Ontem cortei meus cabelos quando voei rápido atrás do seu carro...
Quase quebrei o meu braço no seu vidro.
E quis rasgar sua camisa...
Queria arrancar os seus olhos para tapar os meus...
Mas não adiantaria.
Já não vou mais esquecer que você declina e declina da minha companhia.
Ontem eu cortei meus cabelos quando gritei alto com as falenas: - Eu pago!
Joguei-me inteira no chão.
Deixei que soubessem da minha dor de mulher-solidão.
Ontem foi ontem e hoje eu deixei o sol bem me queimar, para dizer que estou viva.
Ontem cortei meus cabelos, hoje, cresço.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Capenga!

Te amo meu eterno amigo.
Adeus.
Saiba que é você que habita cada inspirar e respirar meu.
Sinto falta de lhe dar remédio, um banho de última hora, etc., mesmo que fosse um saco não ser livre.
No entanto, o meu coração é todo seu.
Saudades amigo.
Foi para o hospital.
Pensei que voltarias novamente para casa, com aquela cara sacana sua.
Mas até nisso nos separamos, você lá e aqui eu.
Adeus meu amor.
Meu príncipe.
Meu lindo cachorrinho.
Adeus doce carinho.
Te encontro no céu dos cachorros.
É para lá que vão me mandar.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Fogo que purifica tudo!



Fogo, fogo!
Fogo que purifica tudo,
que lambe tudo.
Sobe pelas minhas pernas que antes eu achava tão mortas.
Queime, queime...
Labareda, quero me banhar...
Labareda sim.
Fogo, rogo-lhe que lamba minhas costas novamente. 
E me faça dormir com um sorriso.
Mãos que me derreteram.
Voltem.
Fogo divino que transforma tudo impetuoso.
Fogo, traga-me seus vapores.
Embala tua pitonisa...
E me queimando, faça-me novamente sonhar.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma das vermelhas coisas que você me deu....

Fúgida.
Garrida.
Tão vermelha e parecida comigo que nem deu...
Não deu  para eu entender o porquê das situações limites de nossa existênica.
Já sei que não é a morte porque conto aqui, então?
Será a dúvida.
A desilusão.
"...o canoeiro puxa,  puxa a rede no mar....
Ô canoeiro puxa a rede no mar...."Costume, cortume...
Quis um pedaço seu.
Tão "sangue " e "navaja", cuanto lo QUIZO.
Então teus olhos...
O cheiro de prazer.
Fue.
O meu coração em silencio
Obscuro te aguarda.
Para sempre???????????????

No sabemos el final....
Siguimos entonces...