sexta-feira, 17 de agosto de 2012

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Mares Proibidos.
Distâncias infindas...

Eu também sonhei que te via na janela, por todo o vidro...
Só que eu restava nua como sempre. Sem vergonha.
Sem teu vestido preferido, aquele azul que você deu.
Índia...
Teu barco bêbado cheio dos cheiros das mulheres, tantas elas.
Minha casa e peito ansiosos, sem sequer pesar quantos seios foram seus.
Era a boca tão oceânica quanto a minha, o homem com olhos que chegava...
Marrano meu!
Nunca soube que com minha magia, enquanto tua cara pintava,
amarrava tua alma à minha, nem que fosse os olhos teus.
Nem que por tantas vidas, o preço dessa magia, seja só desejar Marrano meu!
Tenho casa, tenho vidro, tenho madeira e fogo com o qual estou bem acostumada.
Índia... 
Mas quanto a você só posso gritar por teu regresso.
Quiçá um dia seguir tua embarcação.
Teu refúgio, outros Mares, é ladrão de nós...
Nós. 
Impossíveis e belos que somos.
Ladrão cruel, ladrão certeiro, ladrão insano!

sábado, 7 de julho de 2012

Estou tão sozinha agora # sempre1

Estou tão sozinha agora que não pude colocar uma escopa na frente de um número sem chorar... 
Sou, e sempre.
E, não adianta!
Sou, e sempre, e última! 
Falta pouco tempo, tão pouco tempo...
À Sereia que já bem sei... 
Úuuivo, filho cordeiro no Mar, Velho-Curvo.
Em Ar, em Gelo, mesmo dizer que sou...
Força, elemento.
Pó em Terra, fundo DNA de Ceres, não só Vulcão, não só Vesúvio... 
Sou é tudo!
Princípio, começo...
Sou eu Leão por fora, Cordeiro por dentro.
Sou Eu! 
Flôr de Sol, e de Lís, e de Azul Celeste.
Sou até Pérola, a Concha.
Hoje sou Lágrima.
Pura e simplesmente.
Lágrima, e sempre.
E, não adianta!
Sou, e sempre, sozinha...
Agora.

Enfim o eterno imaginado...

E conseguido???
Doce espiral de torturas, te capturei?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ninguém moverá uma palha

Eu morrerei e ninguém moverá uma palha.
Eu serei extinta, deceparão minha vida e ninguém moverá uma palha.

Eu sei, eu vejo, eu atesto.
Decrepitude.
Decrepitude.
Por todo lado tinto desespero.

E um esforço enorme por nada fazer.
Tanta carne ao lixo.
Tanta matéria derramada.

Eu morrerei, tu morrerás, ele morrerá e a Terra morrerá também.
Não haverão palhas.

terça-feira, 20 de março de 2012

Melancolia

Há tantos eus em mim que precisam ser sufocados.
Apagados.
Mortos.

Esses eus todos me matando, exigindo, querendo,
e sentindo uma saudade imensa dos teus pequenos olhos.

Há tanta coisa perversa e dolorida a me cobrar mais,
e mais vida...
Tantos flashes, tanto passado na pele e no cheiro das esquinas.
Tanta vontade de ficar.
Tanta necessidade de partir.
E "Going to California" começa a tocar no rádio
E...


parece meu apocalipse particular...
Palmas!

sábado, 17 de março de 2012

Breve justificativa em prosa.

Será breve eu prometo... Tem sido constante o meu editar de postagens, pois tem sido constantes as doces bebedeiras.
Alcoólica anônima? Nunca!

Ahhhh, Háaaaaaa

Que grande orgulho que eu tenho daquilo que agora quero muito exibir.
Quero parecer o alfa.
Mas manca sou.
Manca e verde-amarela como todo manco
Mas vivo e sem objetivo como qualquer um.

Que coisa Marte te encontrar em sonho e dormir.

Que lindo!