sábado, 21 de janeiro de 2017

Ruínas?

Serão feitos de tecido teus dedos?
E tua boca, morde vorazmente toda carne branca assim?
O que seríamos nós sem os selfies?
Bruxaria?
Por favor...
Será feita de radiação tua boca?
Tão ridículamente dolorida.
Tesão.
Serão feitos meus dias de quê?
Sarcasmo e rancor.
Eu que me ajoelhei pros teus olhos.
Você se lembra?
Você notou?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Suas crinas

O isqueiro já foi gasto além da metade.
Rádio de interior anuncia preços de sapatos da loja que já conheço.
Ataques de Vento.
Fazem rodopiar a casa
E cavalos abstratos
Azuis.
Carregam o passado.
Nas costas.
Amputam-me dia a dia.
Aguardo.
Se pelo menos sobrar-me os dentes.
Permaneço...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

É coisa!

É coisa bonita o amor?
Não.
É coisa indomável.
De claridade doí-da.
Inquietação.
Horas pensando em suas mãos.
É coisa bonita o amor?
Não.
É caos, lava e infinito.
De claridade suprema.
Reinação.
É coisa bonita sim o amor.
Horas e horas pensando no começo.
Reconheço.
Piscar de olhos nos arrombos, assombros do universo.
Acabou.
Como sorvete em chapa quente.
Sem para sempre.
Amém.
Ou qualquer mudança de situação.
15 anos apagados.
Mergulhados em água-sanitária.
Como esmaecer cidades, fortalezas inteiras?
Sobrevivendo a terremotos cantando.
Lava e infinito.
É coisa!

domingo, 8 de janeiro de 2017

F de Fantasia n #1

Faltou-me ar.
Escrevo desaforada e desesperadamente.
Infeccionou minha alma.
Do pé a cabeça.

As Telhas e os Lagartos
já fazem parte dos meus olhos
Depois de 7 dias...

Antes do 8° dia, brado:
-Faltou-me ar.
-Infeccionou minha vida do pé a cabeça.
-Não faltam telhas ou lagartos!
Faltam Sonhos.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Desejo Incompleto.

Le Rouge à Lévres
Jean Gabriel Domergue


A Água.
O Fogo.
E o dançar suave
daqueles que colecionam
 flores,
além do simples
desejo.
Tua saliva está já em
meu sangue de frio peixe...
Isso me devora!
És parte que preciso completar.

Desejo.
Horas, dias, oceanos...
Desejo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Uma Poeta Presa no Quarto!

Um Poeta sempre vive abobadado.
Estrelas,
e baba
e babados para todos os lados.
Uma Poeta queima mesmo sem álcool
ou gasolina.
Fagulha em como se move.
Afoga conforme olha.
Todos Fogos-Fátuos
Poetas ensandecem em quartos.
Como nômades.
É o Vento, o Caminho Incerto, a Noite
e o Amanhã.
Aquele primeiro gole.
Aquela primeira paixão da noite.
A Estaca da Tenda que chega e parte.
Um Poeta sente.
Terremotos.
Enchente.
Poetas vivem abobadados.
E são mesmo Estrelas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Trovoa

Beach Landscape
Max Beckmann



Teus Ventos tão Frescos.
Orixá Irmã 
Ya mi.
Vivo na Tua Casa.
Da Fúria Fria.
Estática estátua, dura
Às Águas-Abraço.
Mornas e Velozes.
Do maior Fogo-Paixão.
Sabia que entrarias em Janelas Vermelhas.