segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Trovoa

Beach Landscape
Max Beckmann



Teus Ventos tão Frescos.
Orixá Irmã 
Ya mi.
Vivo na Tua Casa.
Da Fúria Fria.
Estática estátua, dura
Às Águas-Abraço.
Mornas e Velozes.
Do maior Fogo-Paixão.
Sabia que entrarias em Janelas Vermelhas.

domingo, 1 de janeiro de 2017

#2 de 2017

Queria ter a coragem definitiva de viver para sempre.
Sempre brigando.
Falando alto.
Falando merda.
Sorrindo demais para uma mulher, que são ensinadas a serem tristes o tempo todo.
Queria sim ser uma mistura de Bukowski e Anaïs Nin.
Mas sou muito boca suja.
Chego em todos os lugares.
E em todos os lugares acabo aberração.
Divirto as criancinhas.
Assusto os seus pais.
Porque não zombar disso?
Queria escrever essas besteiras para sempre.
E viver no bar para sempre.
Para que gastar um domingo estúpido, primeiro dia de 2017 sem beber?
Sem zombar de toda essa nefasta massaroca de horrores que virou o mundo?
Meu pé parece que putrefará, mas e daí?
Todo meu corpo vai um dia afinal.

Travessia

Travessias implicam em paus e pedras.
Rios inteiros, até Oceanos.
Travessia tem o gosto fogo do imprevisível.
Combustível daqueles que queimam.
E incandescentes atravessam sim, nossas vidas.
Jornadas são jorradas de "Asas do Desejo"
Caem distraídos em nossa cabeça.
Arrebentam tudo os tais meteoros.
Machucam até nosso chão.
Depois fagulha, risco, lampejo fraco, Gritam.
Ensandecidos se desesperam e vão.
Amaldiçoando tua ousadia de mortal.
De boca e mãos.
Travessias implicam e implicam
E levam tanto tempo...
Travessias implicam desertos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

#777

Doce é o destino.
O azul dos Oceanos.
Meus olhos.
Teus olhos.
Palavra.
Limite.
Desejo profundo.
Tu me atravessas.
Tu e só tu...
Doce é o álcool.
O Tártaro.
E teus cabelos.
E força.
Minhas ilusões.
Minhas mãos.
Tua boca.
E minha água.
Lacrimejante entre as pernas
Por tuas partes.
Em Tejo.
Doce é o sono.
Porquê ele pare o sonho.
Doce é tudo.
Menos paredes.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pré-Monição #081210



Emil Nolde
II Hay Meadow Wheat Field Light Sea Mood - 1900



Espejo en la mano derecha.

Ojos de Loba desdichada
Hasta siempre luminosa
Tu eres volcán blanco.

Silencio.
Silencio sin cenizas.

"Lava" que te haces canibal.
Canibal en su venganza.

Rojo, noche, hechicera.
Eres el volcán blanco
Canibal...

Que hambrienta me cenará.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tua pele é de pluma

Tu me ignoras,
me fazes presente os meus grilhões.
Me nega as Veredas que carrega nas mãos.
Aperta forte para detê-las
Não consigo fugir das tuas plumas.
Tão constantes, como as correntes que sustentam o horizonte
Os abismos
O "ismos" todos "desfigurantes".
Roubaram minhas Máscaras.
Exilaram-me na dor.
Solidão.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Incandeia

Me queimei longo.
Me queimei duro.
Me queimei Jongo.
Me queimei tudo.
Me despedi da esperança.
E fingi minha fuça.
E como criança esperei você chegar.
Me queimei longo amooor.
Daquelas dores de desesperar.
É o Samba.
Triste, como nunca houve um dia.
Feliz, como nunca pode enquanto ele eu temia.
Agora.
Quero.
Sem hipocrisia.
Rimar Amor.... Amor com Dor.
Sem Filosofia.
Quero fazer música.
Samba.
Poesia.
Quero rimaaar....
Amor com Dor.
Tá na cara!


E Clytemnestra segura o Oxê de Xangô em sua Justiça
Morra Agamenon, morra!
por John Collier